Alzheimer pode ser prevenido com pequenos hábitos do dia a dia, segundo pesquisa de Harvard
Um estudo recente aponta caminhos antes considerados secundários pela ciência
Mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Diante desse cenário, pesquisadores da Universidade de Harvard têm aprofundado estudos sobre fatores que influenciam o desenvolvimento do Alzheimer, a forma mais comum da doença.
Entre eles está o neurologista Rudolph E. Tanzi, referência internacional na pesquisa genética da enfermidade, que investiga como hábitos cotidianos podem atuar na preservação da saúde cerebral.
Os estudos conduzidos por Tanzi, codiretor do Centro Henry e Allison McCance para Saúde Cerebral do Hospital Geral de Massachusetts, indicam que o Alzheimer não está ligado apenas à genética.
Embora alguns genes aumentem o risco da doença, fatores ambientais e comportamentais exercem papel decisivo ao longo da vida, influenciando processos como inflamação cerebral, metabolismo energético e proteção dos neurônios.
A partir dessas evidências, o pesquisador desenvolveu um conjunto de práticas voltadas à manutenção da função cognitiva. Entre elas estão sono de qualidade, prática regular de atividade física, estímulo intelectual contínuo, alimentação equilibrada e interação social frequente.
Segundo os estudos, esses hábitos ajudam a reduzir fatores associados ao envelhecimento cerebral acelerado, como estresse oxidativo e perda de conexões neurais.
O diferencial da abordagem está na constância. De acordo com Tanzi, não se trata de intervenções complexas ou medicamentosas, mas de ações simples realizadas de forma regular ao longo dos anos.
O próprio pesquisador, hoje com 67 anos, afirma seguir essa rotina como parte do seu cuidado pessoal, mantendo-se ativo tanto fisicamente quanto intelectualmente.
Especialistas ressaltam que a prevenção não significa garantia absoluta contra o Alzheimer, mas sim redução significativa de riscos.
A pesquisa reforça um consenso crescente na neurologia: o cérebro responde positivamente a estímulos saudáveis contínuos, e o estilo de vida pode ser um aliado importante na preservação da memória e da autonomia na velhice.
Confira mais detalhes:
Ver essa foto no Instagram
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






