Os lugares que a classe média não consegue frequentar, mesmo tendo dinheiro, por serem muito caros

Dinheiro não garante acesso a determinados endereços. Exclusividade, patrimônio e pertencimento definem quem entra e quem fica do lado de fora

Layne Brito Layne Brito -
OS LUGARES QUE A CLASSE MÉDIA NÃO CONSEGUE FREQUENTAR
(Foto: Reprodução/ Pexels)

Ter dinheiro já não é mais sinônimo de acesso irrestrito.

Em um mundo onde cartões black, viagens internacionais e consumo de luxo se tornaram mais comuns, surgiu um novo patamar de exclusividade: espaços pensados para quem não quer apenas pagar caro, mas se manter distante do público comum.

Esse tipo de luxo não se baseia apenas em valores altos, mas em barreiras invisíveis. Convites, indicações, sobrenomes tradicionais e patrimônio consolidado fazem parte do filtro.

E é nesse ponto que a classe média, mesmo a mais bem-sucedida, encontra um limite claro.

  • Dubai e o luxo desenhado para bilionários

Dubai se tornou um símbolo global do luxo extremo. Não apenas pelos prédios grandiosos ou hotéis imponentes, mas pela forma como o acesso é controlado.

Existem resorts, ilhas artificiais e áreas privadas onde a hospedagem não é pensada para turistas ocasionais, mas para bilionários que buscam isolamento, segurança e discrição absoluta.

Nesses ambientes, o valor da diária é alto, mas não é o fator decisivo. O que pesa é o perfil do hóspede, a frequência, o nível de consumo e até o histórico social.

O luxo, aqui, funciona como filtro.

  • Haras e o universo equestre de elite

O mundo dos haras de altíssimo padrão é um dos mais restritos que existem. Diferente de clubes comuns, muitos não operam de forma aberta. São propriedades privadas, frequentadas por famílias tradicionais, empresários do agronegócio e grandes herdeiros.

Manter um cavalo de linhagem internacional custa valores que ultrapassam facilmente dezenas de milhares de reais por mês. Ainda assim, o dinheiro não garante entrada.

Em muitos casos, só participa quem é convidado e permanece quem pertence ao círculo.

  • Clubes de golfe onde o acesso não se compra

O golfe segue como um dos esportes mais elitizados do mundo. Clubes de altíssimo padrão não se definem apenas por joias de entrada elevadas ou mensalidades caras, mas por processos rigorosos de seleção.

Indicação, análise de perfil e aprovação interna fazem parte da rotina. Mesmo pessoas com alto poder aquisitivo podem ter pedidos recusados.

O clube não vende apenas esporte, vende pertencimento.

  • Iates, marinas privadas e o luxo flutuante

Para bilionários, o iate não é símbolo de ostentação, mas de privacidade. Marinas exclusivas funcionam como clubes fechados, onde o acesso é controlado e o ambiente é cuidadosamente selecionado.

Ali, o luxo não está no tamanho da embarcação, mas na tranquilidade de circular longe de curiosos, imprensa e do público geral.

  • Restaurantes e clubes sociais inacessíveis

Existem restaurantes e clubes sociais onde pagar a conta não é suficiente. Alguns funcionam apenas para membros ou convidados específicos.

Outros exigem consumo mínimo elevado, histórico de frequência e até aprovação prévia.

São espaços onde decisões milionárias são tomadas longe de câmeras e redes sociais. O anonimato é parte do serviço.

No fim, esses lugares deixam claro que há uma diferença profunda entre ter dinheiro e ter acesso.

Para a classe média, mesmo com renda alta, esse tipo de luxo permanece como algo distante, visível, admirado, mas inalcançável.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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