De olho nas terras raras de Goiás, EUA investem quase R$ 3 bilhões em mineradora no estado
Contrato prevê uma opção que assegura ao governo norte-americano o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na empresa

Diante da dependência global da Ásia e da escassez de fornecedores estratégicos de terras raras, Goiás desponta como uma das principais alternativas dos Estados Unidos para garantir o abastecimento desses minerais críticos.
A sinalização veio nesta quinta-feira (05) com o anúncio de um financiamento de US$ 565 milhões (cerca de R$ 2,91 bilhões) concedido ao Grupo Serra Verde pela Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC).
O acordo reforça o papel da mineradora, que opera em Minaçu, extremo Norte de Goiás, como o único produtor em larga escala de terras raras pesadas críticas fora do continente asiático.
A expectativa é que, até o fim de 2027, a produção alcance 6.500 toneladas de Óxido Total de Terras Raras (TREO).
Vantagens de Goiás
A Serra Verde destaca ainda vantagens competitivas da operação em Goiás, como o uso de energia elétrica de origem renovável, infraestrutura adequada, mão de obra local qualificada e a relação histórica da comunidade com a atividade mineral.
A geologia da região também favorece a produção, com depósitos de argila iônica próximos à superfície, o que possibilita uma mineração de menor impacto ambiental.
Big brother
Além do aporte financeiro, o contrato prevê uma opção que assegura ao governo norte-americano o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na empresa, sem controle societário.
Segundo a Serra Verde, fatores como a posição estratégica da empresa, além da alta concentração de elementos pesados, colocam o projeto brasileiro como peça-chave para cadeias produtivas consideradas sensíveis à segurança econômica e nacional dos Estados Unidos.
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