Ímãs na geladeira: técnico alerta para o risco de aumento nas contas de energia
Objetos colados na porta do refrigerador não consomem energia diretamente, mas podem provocar perda de frio e fazer o aparelho trabalhar mais ao longo do dia

Ímãs de geladeira fazem parte da rotina de muitas casas. Em geral, recados, listas de compras, fotos e lembretes ficam presos à porta do refrigerador, que, por sua vez, é um dos poucos eletrodomésticos ligados 24 horas por dia. Por isso, surge uma dúvida comum: esses ímãs podem aumentar o consumo de energia elétrica?
Segundo técnicos em refrigeração, o magnetismo em si não interfere no funcionamento do aparelho. Ainda assim, o risco aparece de forma indireta, principalmente quando há impacto na vedação da porta ou mudança nos hábitos de uso.
O mito do magnetismo e o funcionamento do refrigerador
O refrigerador funciona com base na troca de calor. Dessa forma, sensores internos identificam quando a temperatura sobe e acionam o compressor para resfriar novamente o interior.
Esse processo, no entanto, não sofre influência do campo magnético de ímãs decorativos, que são fracos e bastante localizados.
Ou seja, o ímã não “puxa” energia do motor nem altera o sistema eletrônico. Pelo contrário, o consumo depende sobretudo da eficiência do isolamento térmico, da temperatura do ambiente e, além disso, da frequência com que a porta é aberta.
Quando os ímãs podem aumentar o consumo
Apesar de parecerem inofensivos, alguns cenários exigem atenção. Em situações específicas, os ímãs podem, sim, contribuir para o aumento da conta de luz.
Objetos grossos perto da vedação
Ímãs muito espessos, suportes metálicos, clips grandes ou lembranças pesadas colocadas perto da borda da porta podem impedir o fechamento completo. Assim, mesmo um pequeno desnível permite a entrada constante de ar quente.
Com isso, o refrigerador passa a trabalhar mais para manter a temperatura ideal. Como resultado, o consumo de energia aumenta ao longo do tempo.
Porta aberta com mais frequência
Além disso, há um impacto ligado ao comportamento. Quando a porta vira um “quadro de avisos”, muitas pessoas acabam abrindo o refrigerador enquanto decidem o que comprar ou preparar.
Cada abertura, portanto, troca ar frio por ar quente e úmido, exigindo mais esforço do compressor.
Modelos modernos e sensores sensíveis
Em geladeiras mais novas, pequenos desalinhamentos podem impedir o fechamento correto da porta.
Nesses casos, o problema não é o ímã em si, mas a combinação entre volume, peso e posição inadequada do objeto.
Como identificar perda de vedação
Para verificar se a porta está fechando corretamente, existe um teste simples. Primeiro, coloque uma folha de papel entre a borracha e o corpo da geladeira.
Em seguida, feche a porta e puxe a folha. Se ela sair com facilidade em algum ponto, a vedação não está funcionando bem naquela área.
Além disso, outros sinais comuns incluem:
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Condensação excessiva dentro do aparelho
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Formação de gelo acima do normal no congelador
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Compressor ligando com muita frequência
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Porta que não “puxa” sozinha no fechamento final
Boas práticas para evitar desperdício
Felizmente, não é necessário eliminar os ímãs da geladeira. Com alguns cuidados simples, é possível reduzir qualquer risco de consumo extra.
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Evite colocar objetos na borda da porta
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Prefira ímãs finos e leves
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Não prenda papéis entre a porta e o corpo do aparelho
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Mantenha as borrachas sempre limpas
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Reduza aberturas desnecessárias
Além disso, manter a temperatura correta — cerca de 4 °C no refrigerador e -18 °C no congelador — ajuda a evitar gasto excessivo de energia.
O que realmente pesa na conta de luz
No fim das contas, o maior vilão não é o ímã. Na prática, o problema está na perda de frio causada por má vedação e uso inadequado.
Cada grau perdido, portanto, precisa ser compensado pelo compressor, o que se reflete diretamente na conta de energia.
Como resumem técnicos da área, o magnetismo não consome eletricidade. Já o ar quente entrando pela porta, por outro lado, pesa no bolso.
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