Garoto de 12 anos recria “raio da morte” de Arquimedes e testa teoria milenar
Estudante canadense testa em laboratório a concentração de luz por espelhos e mede o aumento real de temperatura no alvo

Uma ideia que atravessou mais de dois mil anos ganhou fôlego novamente em um laboratório escolar no Canadá.
Intrigado com a história do “raio da morte” de Arquimedes, filósofo grego, um estudante de 12 anos decidiu investigar se era possível colocar a ideia em prática.
Brenden Sener, de Londres, em Ontário, desenvolveu um experimento para testar a concentração de luz por espelhos — fenômeno óptico associado ao episódio histórico do cerco a Siracusa, em 212 a.C., que contou com a ajuda das tecnologias pensadas por Arquimedes.
Segundo relatos posteriores, o filósofo teria usado espelhos para refletir a luz solar contra navios romanos, o que provocou incêndios. Não há, porém, comprovação documental ou arqueológica do artefato.
Em ambiente controlado, o estudante montou um sistema com quatro espelhos côncavos e lâmpadas de aquecimento de 50 W e 100 W.
Com auxílio de um termômetro infravermelho, mediu a variação de temperatura conforme aumentava o número de refletores.
As medições foram repetidas para garantir maior confiabilidade dos dados. Os resultados indicaram que a temperatura do alvo subia progressivamente à medida que mais espelhos eram adicionados ao sistema.
No cenário com maior potência e quatro espelhos, o ponto focal ultrapassou 50 °C, partindo de cerca de 21 °C. O objetivo não era provocar combustão, mas observar o aquecimento mensurável.
O experimento escolar não comprova o uso militar na Antiguidade, mas reforça que o princípio físico é real.
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