Dívidas após a morte: saiba se a família pode ser obrigada a pagar as contas deixadas

Advogada Naiane Andrade alerta sobre cobranças indevidas após a morte e explica o que a lei determina sobre dívidas no inventário

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Dívidas após a morte: saiba se a família pode ser obrigada a pagar as contas deixadas
(Foto: Reprodução)

Cobranças de bancos após a morte de um familiar geram dúvidas frequentes entre herdeiros. Em vídeo publicado nas redes sociais, a advogada de inventário Naiane Andrade, do perfil @naianeandrade.advv, afirma que filhos e familiares não herdam dívidas em nome próprio, mesmo quando a pessoa falecida deixa pendências financeiras.

Segundo a especialista, muitas pessoas pagam valores por medo de negativação ou por pressão das instituições financeiras. No entanto, a legislação brasileira não transfere automaticamente as dívidas para o nome dos familiares.

Dívidas ficam limitadas ao patrimônio deixado

A advogada explica que a lei determina uma regra clara: o espólio responde pelas dívidas até o limite dos bens deixados. Isso significa que o inventário reúne o patrimônio e usa esses recursos para quitar eventuais débitos.

Se o falecido deixou imóveis, veículos ou saldo bancário, o inventário pode utilizar esses bens para pagar cartão de crédito, empréstimos ou tributos, por exemplo. Porém, se o valor das dívidas ultrapassar o patrimônio disponível, o restante não passa para os herdeiros.

Assim, o herdeiro pode até não receber nada ao final do processo. Ainda assim, ele não sai devendo valores que superem a herança.

Banco não pode negativar herdeiro

Naiane Andrade também reforça que o banco não pode incluir o nome do filho ou de outro herdeiro em cadastros de inadimplentes por dívida que estava no CPF do falecido. A responsabilidade recai sobre o conjunto de bens deixados, e não sobre o patrimônio pessoal da família.

Quando a instituição insiste em cobranças diretas, o ideal é buscar orientação jurídica. Muitas vezes, a cobrança ocorre porque o herdeiro desconhece seus direitos.

Inventário protege o patrimônio e organiza as dívidas

A advogada orienta iniciar o inventário o quanto antes. O procedimento organiza a partilha dos bens, permite negociar débitos e evita abusos.

Além disso, o inventário garante que todos os pagamentos respeitem os limites legais. Dessa forma, a família resolve as pendências dentro da lei e protege o próprio patrimônio.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.