Trump prevê queda de regime em Cuba e sugere que ilha quer fechar acordo

Declaração ocorre em meio a crise econômica e energética que atinge o país caribenho

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Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Foto: Captura de tela/Youtube)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Horas após prever a queda do regime de Cuba, o presidente Donald Trump sugeriu, nesta quinta-feira (5), que os Estados Unidos vão se voltar para a ilha após a Guerra no Irã.

“Queremos terminar isso primeiro”, disse o republicano, referindo-se à Guerra no Irã. “Mas isso será apenas uma questão de tempo até que (…) um monte de gente inacreditável volte para Cuba”. Segundo ele, a ilha “deseja muito fechar um acordo” com os EUA.

A declaração, feita durante um evento com um time de futebol de Miami na Casa Branca, ocorreu horas após o presidente americano afirmar ao Politico que “Cuba também vai cair”. “Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro, ou cortamos tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte. E eles querem fazer um acordo”, afirmou ele, segundo o site de notícias.

Cuba enfrenta uma de suas mais graves crises desde a revolução de 1959 devido à pressão de Washington. O embargo de petróleo imposto por Trump aprofundou a crise que a ilha enfrenta há anos, com escassez generalizada de remédios, instabilidade econômica e êxodo massivo.

Nesta quarta (4), por exemplo, o país passou por mais um apagão generalizado, da cidade de Pinar del Río à província oriental de Las Tunas, passando pela capital, Havana.

Desde a captura de Nicolás Maduro, em uma invasão americana à Venezuela em janeiro, Cuba deixou de receber petróleo de Caracas, que era crucial para o funcionamento de sua economia. Após pressão de Trump, o México, outro importante fornecedor, também interrompeu as remessas à ilha.

Washington ainda ameaçou impor tarifas contra países que vendam petróleo a Cuba. Como resultado, nenhum petroleiro aportou na ilha desde o dia 9 de janeiro, segundo a agência de notícias AFP, e o regime adotou medidas drásticas, como proibição da venda de diesel e racionamento da de gasolina.

Como resultado, hoje os cubanos vivem longos apagões, veem o lixo se acumular nas ruas e podem contar cada vez menos com serviços básicos, como transporte público e atendimento de saúde. Estima-se que Cuba produza menos da metade do petróleo de que necessita.

O governo Trump justifica sua política de asfixiamento econômico contra Cuba dizendo que o país de cerca de 10 milhões de habitantes a apenas 150 km de distância da Flórida representa uma “ameaça excepcional” à segurança dos EUA, dadas as relações do regime comunista com Rússia, China e Irã.

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