Piso salarial para garçom, recepcionista e atendente prevê pagamento de R$ 2.450 a R$ 3.200 por mês

Projetos em análise na Câmara propõem pisos salariais de até R$ 3.200 para cinco categorias profissionais

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Piso salarial para garçom, recepcionista e atendente prevê pagamento de R$ 2.450 a R$ 3.200 por mês
(Foto: Reprodução)

A rotina de muitos trabalhadores brasileiros pode mudar caso um conjunto de propostas em análise na Câmara dos Deputados avance no Congresso Nacional.

Cinco projetos de lei apresentados pelo deputado Vanderlan Alves (Solidariedade-CE) propõem a criação de pisos salariais nacionais para categorias que atuam em áreas como atendimento ao público, alimentação, combustíveis, administração e apoio escolar.

Os textos estabelecem remunerações mínimas que variam entre R$ 2.450 e R$ 3.200. No entanto, as propostas ainda estão no início da tramitação e precisam passar pelas comissões temáticas antes de eventual votação pelos parlamentares.

Quais profissões podem ter piso salarial nacional?

Pelos projetos apresentados, recepcionistas e auxiliares de recepção teriam piso nacional de R$ 2.450.

A proposta contempla profissionais que atuam com atendimento ao público, controle de acesso, atendimento telefônico, recepção de visitantes e apoio inicial a clientes e usuários.

Já garçons e atendentes de bares, restaurantes, hotéis, cafeterias e lanchonetes teriam piso de R$ 2.700. O texto também prevê que gorjetas não substituam o salário-base, mantendo caráter adicional.

Frentistas e auxiliares administrativos também estão na lista

Outra proposta fixa piso salarial nacional de R$ 2.850 para frentistas e trabalhadores de abastecimento de combustíveis. O projeto leva em consideração a exposição desses profissionais a produtos inflamáveis e reforça a importância da valorização da categoria.

No caso dos auxiliares administrativos, o piso sugerido é de R$ 3.000. A medida alcança trabalhadores responsáveis por organização de documentos, atendimento ao público, elaboração de relatórios e suporte a setores internos de empresas e órgãos públicos.

Maior valor é para apoio escolar e inclusão

O maior piso previsto no pacote é de R$ 3.200 e seria destinado a profissionais de apoio escolar e auxiliares de inclusão.

Esses trabalhadores acompanham estudantes com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou outras necessidades educacionais específicas, auxiliando em atividades de locomoção, alimentação, higiene, comunicação e adaptação ao ambiente escolar.

Segundo o autor das propostas, a intenção é reduzir desigualdades salariais e valorizar funções consideradas essenciais para o funcionamento de empresas, instituições públicas e serviços prestados à população.

Projetos ainda não estão valendo

Apesar da repercussão, os valores ainda não estão em vigor. Para virarem lei, os projetos precisam avançar na Câmara, passar pelas etapas legislativas necessárias e, depois, seguir o rito previsto no Congresso Nacional.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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