Estudante montou um purificador de água movido a energia solar com baterias velhas e peças de uma TV de tubo

Invenção criada por jovem de Bangladesh une plasma, sucata eletrônica e energia solar para tentar ampliar o acesso à água segura em crises

Gustavo de Souza -
Estudante montou um purificador de água movido a energia solar com baterias velhas e peças de uma TV de tubo
(Foto: Divulgação/UNICEF)

Em um país onde enchentes e contaminação da água colocam comunidades inteiras em risco, um estudante chamou atenção ao transformar sucata eletrônica em uma solução de impacto social.

Zabeer Zarif Akhter, natural de Bangladesh, tinha 17 anos quando desenvolveu um purificador de água feito com lixo eletrônico e tecnologia de plasma de alta voltagem. O projeto venceu a etapa nacional do Stockholm Junior Water Prize Bangladesh 2024 e levou o jovem à disputa internacional na Suécia.

A invenção, chamada “High Voltage Plasma Water Purifier from E-waste”, foi montada com componentes reaproveitados, como peças de circuitos, materiais de TVs de tubo antigas, laptops abandonados e baterias de lítio de celulares. Segundo o The Daily Star, o aparelho também pode ser carregado por painéis solares.

Tecnologia contra a contaminação

O purificador usa plasma para transformar água contaminada em um fluxo capaz de reduzir microrganismos e poluentes. A proposta combina radiação ultravioleta e esterilização por plasma, sem exigir aquecimento intenso.

De acordo com a Stockholm Water Foundation, o circuito converte eletricidade de baixa voltagem em alta voltagem, usando eletrodos de carbono para criar plasma em pressão atmosférica. A tecnologia foi pensada tanto para água com corantes industriais quanto para contaminação microbiológica.

Resposta para áreas vulneráveis

A motivação do estudante veio após grandes enchentes em Bangladesh. Em relato à UNICEF, Zabeer afirmou que queria criar uma forma rápida de limpar água em emergências, já que a contaminação continua ameaçando vidas depois que as cheias recuam.

O projeto ainda passa por acompanhamento técnico. Segundo o The Business Standard, a invenção chegou a ser supervisionada em laboratório da BUET, a Universidade de Engenharia e Tecnologia de Bangladesh, para se tornar mais funcional e eficaz.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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