Aos 14 anos, adolescente cria sistema que purifica água só com a luz do sol, sem precisar de energia, e ganha prêmio de R$ 130 mil
Ideia nasceu após Deepika Kurup ver crianças bebendo água contaminada e rendeu reconhecimento internacional à jovem cientista

Aos 14 anos, Deepika Kurup viu uma cena que mudaria sua relação com a ciência. Durante uma visita à Índia, país de origem de sua família, ela se deparou com crianças consumindo água contaminada e decidiu buscar uma solução para o problema.
A partir dessa experiência, a jovem desenvolveu um sistema de purificação de água movido pela luz solar, sem depender de eletricidade. A proposta era criar uma alternativa de baixo custo para comunidades vulneráveis, onde o acesso à água tratada e à energia elétrica ainda é limitado.
A inspiração veio da infância
Deepika nasceu em Nashua, nos Estados Unidos, mas mantinha contato com a realidade indiana por meio das viagens da família.
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Ao observar crianças bebendo água imprópria para consumo, ela passou a pesquisar formas simples de reduzir contaminantes e tornar o processo de purificação mais acessível.
A escolha pela energia solar não foi por acaso. Em muitas regiões afetadas pela falta de água potável, a eletricidade também é escassa. Por isso, usar a luz do Sol tornou a ideia mais viável para locais com pouca infraestrutura.
Projeto ganhou prêmio nos Estados Unidos
Em 2012, Deepika venceu o Discovery Education 3M Young Scientist Challenge e recebeu o título de America’s Top Young Scientist. O prêmio foi acompanhado de US$ 25 mil, consolidando a jovem como uma das promessas da ciência estudantil.
A tecnologia desenvolvida por ela usava materiais fotocatalíticos para ajudar a eliminar contaminantes da água. Em versões posteriores do projeto, a pesquisa avançou com compostos como dióxido de titânio, areia, cimento e prata.
Os testes apontaram redução significativa de bactérias após a filtragem e inativação completa dos microrganismos analisados depois da exposição à luz solar.
Reconhecimento internacional
A trajetória de Deepika continuou após a premiação. Ela participou do Stockholm Junior Water Prize, recebeu reconhecimentos ambientais e foi incluída na lista Forbes 30 Under 30 na categoria de energia.
Mais do que uma invenção criada na adolescência, o projeto se tornou um exemplo de como a ciência pode responder a problemas reais.
A história de Deepika mostra que uma ideia simples, quando unida à pesquisa e à empatia, pode ganhar alcance internacional e abrir caminhos para soluções mais sustentáveis.
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