Banco Central atualiza alerta sobre golpes: o que fazer depois de cair em golpe via Pix, boleto ou cartão falso
Orientações da instituição ajudam vítimas a agir rápido, reunir provas e buscar os canais corretos para contestar transações suspeitas

Cair em um golpe financeiro pode causar desespero, mas a reação nos primeiros momentos é decisiva para tentar reduzir o prejuízo. O Banco Central reforça que a vítima deve procurar a instituição financeira, sempre por canais oficiais.
A medida vale para Pix, boleto falso, cartão clonado ou compra não reconhecida. Também é recomendável reunir comprovantes, prints, dados da transação e registrar boletim de ocorrência.
Como agir após golpe com Pix
No Pix, o cliente deve pedir a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para tentar recuperar valores enviados em situações de fraude, golpe ou coerção.
O pedido deve ser feito em até 80 dias após a transação. As instituições analisam o caso em até sete dias corridos. Se a fraude for confirmada e houver saldo rastreável, a devolução pode ocorrer em até 96 horas após a avaliação.
Desde 1º de outubro de 2025, os aplicativos também devem oferecer o botão de contestação do Pix. O recurso permite informar a fraude de forma digital, mas não vale para arrependimento, erro de chave ou desacordo comercial.
Boleto e cartão falso também exigem reação rápida
Em golpes com boleto, o consumidor deve avisar o banco, contestar o pagamento e guardar o documento usado na fraude. Se não houver solução, pode procurar o Procon, o Judiciário ou registrar reclamação no Banco Central.
Nos casos de cartão, a orientação é bloquear o cartão, contestar a compra e notificar a loja ou plataforma envolvida.
A reclamação no Banco Central não garante devolução. Ela aciona a instituição reclamada, que tem até dez dias úteis para responder.
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