Moraes concede prisão domiciliar a pastor Márcio Poncio por problemas de saúde

Ministro do STF atendeu pedido da defesa após laudos apontarem doença crônica e determinou que investigado cumpra prisão em casa durante o tratamento

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Moraes concede prisão domiciliar a pastor Márcio Poncio por problemas de saúde
Márcio Poncio é apontado pela Polícia Federal como alvo da Operação Unha e Carne, que investiga vínculos entre políticos e o crime organizado. (Foto: Reprodução)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) converteu, neste sábado (11), a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio em domiciliar em razão do tratamento de doença do investigado.

O pastor foi preso sob suspeita de participar da chamada “máfia do cigarro” comandada, segundo a Polícia Federal, por Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Márcio Poncio foi preso no último dia 2, na 5ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vínculo de políticos com o crime organizado.

Em sua decisão, Moraes afirma que Poncio “possui doença grave, a merecer cuidados específicos”.

“O investigado é portador, desde 2013, de retocolite ulcerativa grave, enfermidade inflamatória intestinal crônica, imunomediada, progressiva e sem cura conhecida”, afirma o ministro, na decisão.

Márcio Poncio é pastor, empresário do ramo do tabaco e fundador da Igreja da Nuvem. Pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ganhou notoriedade tanto pela atuação religiosa quanto pelos negócios no setor de cigarros, o que lhe rendeu o apelido de “pastor do cigarro”.

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é apontado pelas forças de segurança como um dos principais chefes do jogo do bicho no estado. Também é considerao o responsável pelo controle da fabricação e distribuição de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio, com expansão das atividades para outros estados.

Ele foi preso em fevereiro deste ano, em Cabo Frio, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, após trabalho de inteligência das polícias Federal e Civil.

Na mesma operação, também foi alvo de mandado de prisão o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) Rodrigo Bacellar (União), que já está detido desde março.

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