Bater a casca do maracujá com água no liquidificador: para que serve e por que é recomendado por nutricionistas

Parte normalmente descartada da fruta pode ganhar espaço na alimentação, mas o preparo exige higiene e alguns cuidados importantes

Layne Brito -
Bater a casca do maracujá com água no liquidificador: para que serve e por que é recomendado por nutricionistas
(Foto: Reprodução)

Depois que a polpa do maracujá é retirada, a casca geralmente vai direto para o lixo. No entanto, uma parte dela pode ser reaproveitada e incorporada a diferentes receitas.

A técnica consiste em utilizar a porção branca da casca, conhecida como albedo. Após o cozimento, ela pode ser batida com água no liquidificador até formar uma mistura espessa e versátil.

Para que serve a casca do maracujá

A parte branca do maracujá é rica em fibras, especialmente pectina.

Esse componente ajuda a aumentar a sensação de saciedade e pode contribuir para o funcionamento do intestino quando faz parte de uma alimentação equilibrada.

Além disso, a mistura pode ser usada para dar consistência a sucos, vitaminas, molhos, geleias, bolos e outras preparações.

Dessa forma, o ingrediente amplia o aproveitamento da fruta e reduz o desperdício na cozinha.

Nutricionistas costumam valorizar esse tipo de reaproveitamento porque ele permite incluir mais fibras na alimentação sem depender de ingredientes caros ou difíceis de encontrar.

Como preparar corretamente

Primeiro, o maracujá deve ser bem lavado antes de ser aberto. Depois de retirar a polpa, é necessário remover a parte amarela externa e conservar apenas a camada branca.

Em seguida, o albedo deve ser cozido em água até ficar macio. Depois, basta escorrer, colocar no liquidificador e adicionar água aos poucos, até atingir a consistência desejada.

A mistura pode ser armazenada na geladeira por um período curto ou congelada em pequenas porções para facilitar o uso.

Apesar dos benefícios, o consumo deve ser feito com moderação. O excesso de fibras pode causar gases, desconforto abdominal ou alterações no funcionamento intestinal, especialmente em quem não está acostumado.

Por isso, o ideal é começar com pequenas quantidades e manter uma boa ingestão de água ao longo do dia.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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