Franco Baresi, ídolo do Milan e da Itália, morre aos 66 anos

Atleta foi foi um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial e era vice-presidente honorário do clube italiano desde 2020

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Franco Baresi, ídolo do Milan e da Itália, morre aos 66 anos
Franco Baresi, ídolo do Milan e da Itália, morreu aos 66 anos. (Foto: Reprodução/Instagram)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O ex-zagueiro Franco Baresi, ídolo histórico do Milan e da seleção italiana, morreu aos 66 anos nesta sexta-feira (31).

A morte do lendário defensor foi confirmada pelo Milan. Baresi foi um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial e era vice-presidente honorário do clube italiano desde 2020.

O clube não divulgou a causa da morte. No entanto, em agosto de 2025, o ex-jogador passou por uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pulmão.

Na época da operação, Baresi mandou uma mensagem de otimismo aos torcedores. “Queridos tifosi (torcedores), vai levar um pouco de tempo para recuperar todas as minhas forças”, declarou o ex-atleta na ocasião.

“A história do Milan está em lágrimas pela morte de Franco Baresi”, disse o clube italiano em homenagem ao ídolo. “Seu exemplo e sua grandeza serão, para sempre, assim como sua camisa número 6, parte integrante e fundamental do DNA e da trajetória de todo o clube”.

“As condolências que o AC Milan presta à família de Franco Baresi são as mesmas que cada torcedor sente para si neste momento tão difícil.”

TRAJETÓRIA HISTÓRICA NO MILAN E SELEÇÃO

Baresi construiu uma carreira marcante no Milan, onde jogou por toda a sua trajetória profissional. Ele estreou no time principal em 1978, aos 17 anos, e virou capitão aos 22, superando o físico franzino com uma técnica refinada e grande liderança.

O zagueiro conquistou três títulos da Liga dos Campeões e seis do Campeonato Italiano. Ele formou uma das defesas mais temidas da Europa ao lado de Paolo Maldini, Mauro Tassotti e Alessandro Costacurta, somando 719 jogos pelo clube.

Pela seleção da Itália, o defensor disputou 81 partidas e foi campeão mundial. Ele integrou o elenco vencedor da Copa do Mundo de 1982, na Espanha, embora não tenha entrado em campo naquela edição.

O jogador também viveu derrotas dolorosas em disputas de pênaltis pela seleção de seu país. Ele foi eliminado na semifinal da Copa de 1990, na Itália, e perdeu a final de 1994, nos Estados Unidos, para o Brasil.

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