Advogada de Anápolis é presa em investigação sobre fraude de R$ 75 milhões contra financeira ligada à família de Romeu Zema

Jessika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, é apontada pela Polícia Civil de Minas Gerais como peça importante no esquema investigado

Da Redação Da Redação -
Advogada de Anápolis é presa em investigação sobre fraude de R$ 75 milhões contra financeira ligada à família de Romeu Zema
De acordo com a investigação, a residência onde o casal morava, em um condomínio fechado de Anápolis, teria servido como base operacional da fraude. (Foto: Reprodução)

A advogada Jessika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, foi presa durante uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO), por suspeita de participação em um esquema que teria desviado R$ 75 milhões da Zema Financeira, instituição ligada à família do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Moradora de Anápolis, ela é apontada pelas investigações como uma das principais responsáveis por dar suporte logístico e financeiro ao grupo suspeito de envolvimento no ataque cibernético que atingiu a instituição financeira entre novembro e dezembro de 2025. Segundo a Polícia Civil (PC), o esquema seria liderado pelo companheiro dela, o empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos.

De acordo com a investigação, a residência onde o casal morava, em um condomínio fechado de Anápolis, teria servido como base operacional da fraude. A polícia afirma que levantamentos técnicos identificaram que as conexões de internet utilizadas para autorizar transferências e pagamentos fraudulentos partiram do imóvel.

As apurações também indicam que Jessika teria disponibilizado contas bancárias de sua titularidade e uma empresa individual para movimentação dos valores obtidos de forma ilícita, funcionando como intermediária na circulação do dinheiro entre os integrantes do grupo.

Outro investigado que foi preso em junho deste ano é o irmão da advogada, Maycon Douglas Bastos de Castro, que, segundo a Polícia Civil, assinou o contrato de locação da residência por meio de uma empresa da qual era sócio.

Conforme entendimento da Justiça mineira, a medida teria sido utilizada para dificultar a localização dos investigados e ocultar o vínculo do imóvel com o suposto líder do esquema.

A prisão de Jessika ocorreu na manhã de 21 de julho, durante a Operação Phoenix, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão expedidos pela Justiça de Belo Horizonte. O companheiro dela, apontado como líder do grupo, não foi localizado no imóvel durante a ação.

A advogada responde por crimes como estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de capitais. A defesa não foi localizada e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) não se pronunciou até o momento.

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