Em visita a Anápolis, Romeu Zema critica STF e defende mudanças na escolha de ministros
Ex-governador mineiro aproveitou para alfinetar a indicação de Jorge Messias por parte do presidente Lula: "está virando uma confraria"

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), visitou a cidade de Anápolis na manhã dessa quinta-feira (23), em agenda no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).
Pré-candidato à Presidência da República, Zema visitou a sede empresa Kingspan Isoeste, onde também se encontrou com apoiadores e lideranças do partido.
A passagem ocorre a convite do vice-presidente do Novo Goiás, Paulo Vitor Marques, pré-candidato a deputado estadual.
Na ocasião, o ex-governador mineiro teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e também ao Governo Federal.
“Precisamos reformar o STF. Quero acabar com as decisões monocráticas. Um ministro valer mais do que 400 deputados federais. Isso está errado. Também defendo a participação de outras instituições na hora de indicar nomes do Supremo”, disse à imprensa.
Sobre o processo de indicação à Suprema Corte, Zema defendeu a necessidade de reforma na idade mínima dos indicados para 60 anos, medida que diminuiria o tempo de atuação dos ministros na Corte.
“Quero que tenha no mínimo 60 anos de idade. Vai chegar lá uma pessoa mais sábia e mais experiente, e com no máximo 15 anos de atuação. Isso causa renovação. Alguém que fica 40 anos em uma função, eu julgo inadequado”, afirmou.
Indicação de Lula e críticas a Gilmar Mendes
Zema também mencionou a indicação feita pelo presidente Lula (PT) ao Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, nome de confiança do petista desde o primeiro governo de Dilma Rousseff (PT).
“Temos que rever esse procedimento para levarmos pessoas melhores, e não quem é ex-advogado do presidente, ex-advogado do PT, ex-ministro do presidente. Aquilo lá está virando uma confraria. Quem está lá, está sendo pago com o seu dinheiro e com o meu”, alfinetou.
Outro ponto abordado pelo pré-candidato foi sobre as recentes falas do ministro Gilmar Mendes. Ele retrucou os comentários feitos sobre o sotaque que vem apresentando.
Na ocasião, Gilmar Mendes disse que o ex-governador usa um “dialeto próximo do português”, de difícil compreensão.
“Ele não tem o que criticar, porque já devem ter investigado toda minha vida. Fui governador sem corrupção, diferente do Supremo, que está repleto de corrupção. Então se ele está criticando meu sotaque, eu fico muito honrado e orgulhoso”, completou.
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