Mão de obra escassa: robô que substitui cinco pedreiros e um ajudante já começa a transformar obras e monta paredes em apenas uma hora
Solução tecnológica surge para enfrentar desafios importantes enfrentados pelo setor nos próximos anos globalmente

A falta de profissionais qualificados na construção civil tem acelerado a adoção de novas tecnologias em diferentes países.
No Reino Unido, um robô de assentamento de tijolos batizado de WLTR, conhecido como “Walter”, começou a ganhar espaço ao executar uma das atividades mais tradicionais dos canteiros de obras com elevado nível de precisão e menor dependência de trabalho manual.
A tecnologia foi apresentada em uma demonstração realizada em Londres e surge em um momento em que o governo britânico busca ampliar a construção de moradias, enquanto o setor enfrenta dificuldades para contratar mão de obra suficiente para atender à demanda.
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Desenvolvido para automatizar a construção de paredes, o equipamento utiliza projetos digitais carregados em seu sistema para posicionar os tijolos de forma sequencial.
Segundo Jan Telensky, fundador e CEO da JT Lifestyle Homes, empresa envolvida na apresentação da tecnologia, o robô consegue realizar, em apenas uma hora, um volume de trabalho equivalente ao de cinco pedreiros e um ajudante, sendo operado por apenas uma pessoa.
O sistema utiliza um braço robótico da fabricante Yaskawa, aplica uma espuma adesiva no lugar da argamassa tradicional e alcança precisão de cerca de dois milímetros na montagem das paredes.
Produtividade elevada
Embora execute a etapa repetitiva do assentamento dos tijolos, o WLTR não elimina totalmente a participação humana.
Antes do início da operação, é necessário preparar a base da construção, abastecer o equipamento com paletes de tijolos e acompanhar todo o processo.
A proposta dos desenvolvedores é reduzir o esforço físico dos trabalhadores e aumentar a velocidade das obras, especialmente em um cenário de escassez de profissionais especializados.
De acordo com estimativas do setor, a construção civil britânica precisará de cerca de 206 mil novos trabalhadores entre 2026 e 2030 para atender à demanda prevista para os próximos anos.
Novo cenário
Especialistas avaliam que a robótica deve ganhar cada vez mais espaço nos canteiros de obras, principalmente em tarefas repetitivas e que exigem grande esforço físico.
Ainda assim, a tecnologia é vista como um complemento ao trabalho humano, e não como uma substituição completa dos profissionais da construção.
Os desenvolvedores afirmam que a operação do equipamento pode ser aprendida em poucos dias, enquanto a formação de um pedreiro qualificado leva anos, o que pode contribuir para atrair trabalhadores mais jovens ao setor e ajudar a enfrentar a falta de mão de obra que desafia a construção civil em diversos países.
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