Mecânico é condenado a 20 anos de prisão após matar empresária e esconder corpo, em Aparecida de Goiânia

Maria da Conceição dos Santos Mendonça foi encontrada dentro do próprio carro com marcas de agressão em janeiro de 2025

Natália Sezil Natália Sezil -
Davi Pereira da Silva foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato da empresária Maria da Conceição dos Santos Mendonça, em Aparecida de Goiânia.
Davi Pereira da Silva foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato da empresária Maria da Conceição dos Santos Mendonça, em Aparecida de Goiânia. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O caso da empresária Maria da Conceição dos Santos Mendonça, encontrada morta e com marcas de agressão dentro do próprio carro, em Aparecida de Goiânia, em janeiro de 2025, ganhou uma conclusão.

O mecânico Davi Pereira da Silva, que já a conhecia há cerca de 20 anos porque prestava serviços na loja dela, foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato.

A decisão foi tomada em Tribunal do Júri na última quinta-feira (06), quando os jurados reconheceram que o crime foi cometido com meio cruel e com recurso que impediu a defesa da vítima.

Além disso, Davi seria reincidente. Na época em que aconteceu o caso, ele já estaria foragido por conta de outro homicídio, cometido em 2014, em Caldas Novas.

Em tempo

O caso aconteceu em 06 de janeiro de 2025, no Setor Jardim Imperial. Na data, Davi foi até a loja de Maria da Conceição, enforcou-a até ela perder a consciência e a colocou dentro do carro dela, no que as hipóteses iniciais apontavam ser similar a um sequestro.

Vídeos de câmeras de segurança mostram que ela tentou sair do veículo. No entanto, acabou sendo esfaqueada no pescoço. Depois, o mecânico a abandonou dentro do carro e fugiu.

Segundo o laudo cadavérico, os ferimentos causaram a morte da empresária, aos 74 anos. O juiz destacou que o réu agiu de forma violenta e premeditada, aproveitando-se da relação de confiança que existia.

Ao longo das investigações, Davi apresentou versões diferentes do que aconteceu. Primeiro, quando foi preso em flagrante, ele disse que tinha tido um desentendimento com Maria da Conceição.

Depois, relatou que estava em surto quando matou a empresária, supostamente sem perceber o que tinha feito. Ele ainda alegava que não tinha a intenção de assassiná-la, mas de deixá-la desacordada em algum lugar.

No julgamento, reforçou a segunda versão, mas afirmou que estava sob efeito de drogas há cerca de cinco dias.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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