Não é o coração, nem o estômago: o órgão que mais consome energia do corpo mesmo com você parado, segundo cientistas
Mesmo em repouso, uma parte relativamente pequena do corpo continua trabalhando em ritmo intenso e exige uma quantidade surpreendente de energia

O cérebro é o órgão que mais consome energia do corpo em repouso, mesmo representando apenas uma pequena parcela do peso corporal.
Em adultos, ele corresponde a cerca de 2% da massa do corpo, mas pode utilizar aproximadamente 20% da energia disponível em repouso, especialmente na forma de glicose e oxigênio.
Esse gasto elevado acontece porque o cérebro não “desliga” quando a pessoa está parada ou dormindo.
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Por que o cérebro gasta tanta energia?
Grande parte da energia serve para manter os neurônios funcionando.
Mesmo sem executar uma tarefa específica, o cérebro precisa preservar sinais elétricos, comunicação entre células, memória, percepção e controle de funções básicas.
Além disso, ele regula respiração, temperatura, batimentos, movimentos involuntários e diversas atividades internas.
Por isso, o consumo energético permanece alto durante todo o dia.
Pensar mais queima muito mais calorias?
Não tanto quanto muita gente imagina.
Estudar, resolver problemas ou manter alta concentração aumenta a atividade de algumas regiões cerebrais, mas isso não provoca um salto enorme no gasto calórico total.
O cérebro já funciona com consumo elevado mesmo quando a pessoa simplesmente está sentada ou descansando.
De onde vem essa energia?
A principal fonte usada pelo cérebro em condições normais é a glicose transportada pelo sangue.
Além disso, ele depende constantemente de oxigênio para transformar nutrientes em energia disponível para as células.
Como possui pouca capacidade de armazenar combustível, o cérebro precisa receber esse suprimento continuamente.
Por isso, alterações importantes no fornecimento de sangue, glicose ou oxigênio podem afetar rapidamente seu funcionamento.
Embora coração, fígado, rins e músculos também consumam bastante energia, o cérebro se destaca pela combinação entre tamanho reduzido e gasto metabólico elevado.
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