‘Parece piada, mas é o Brasil’: às vésperas de abrir a 200ª Havan, Luciano Hang comenta crise das Casas Bahia
Enquanto uma gigante do varejo tenta reorganizar bilhões em dívidas, empresário chamou atenção para uma decisão tomada em meio aos cortes

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, se manifestou sobre a crise enfrentada pela Casas Bahia e criticou uma decisão da Justiça do Trabalho envolvendo funcionários desligados pela varejista.
O posicionamento ocorre justamente em um momento bem diferente para a empresa comandada por Hang. Enquanto a Casas Bahia atravessa uma profunda reestruturação, a Havan mantém um plano de expansão e pretende alcançar a marca de 200 megalojas ainda em 2026.
Nas redes sociais, Hang classificou como interferência do Estado a determinação que suspendeu cerca de 1,9 mil demissões feitas pela Casas Bahia.
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“Parece piada, mas é o Brasil”, afirmou.
Segundo o empresário, empresas em dificuldades precisam ter espaço para reduzir custos e reorganizar as operações. Hang também argumentou que os juros elevados e o crédito mais caro aumentam a pressão sobre companhias endividadas.
“Nenhuma empresa demite por querer, mas sim por necessidade”, declarou.
Cenário de crise
A manifestação ocorreu após a Casas Bahia pedir recuperação judicial para tentar reorganizar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
A varejista também fechou 298 lojas e realizou uma série de desligamentos em meio ao processo de reestruturação.
A Justiça do Trabalho determinou o restabelecimento dos contratos de cerca de 1,9 mil funcionários demitidos entre os dias 13 e 17 de agosto. A decisão considerou a ausência de negociação coletiva prévia.
Além disso, a empresa ficou impedida de promover novas dispensas coletivas sem negociação com as entidades sindicais.
Expansão da marca
Do outro lado, a Havan completa 40 anos em 2026 e pretende chegar às 200 megalojas até o fim do ano.
Em 2025, a companhia registrou faturamento de R$ 18,5 bilhões, crescimento superior a 16% em relação ao ano anterior. O lucro líquido ficou próximo de R$ 3,5 bilhões.
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