Carne malpassada, ao ponto e bem-passada: veja como acertar o ponto do bife sem cortar a carne, segundo churrasqueiros
O momento de tirar a carne da grelha pode estar mais perto do que parece e um pequeno detalhe ajuda a perceber

Quem costuma preparar carne na churrasqueira sabe que existe um momento de dúvida: será que o bife já chegou ao ponto certo? Para conferir, muita gente acaba fazendo um pequeno corte no meio da peça. O problema é que esse hábito pode fazer parte dos líquidos escapar antes mesmo de a carne chegar ao prato.
Mas há maneiras de identificar o ponto sem precisar cortar o bife. Observação, textura e até o formato da carne durante o preparo podem ajudar a descobrir quando ela está pronta.
Técnica ajuda a preservar a suculência
Para bifes mais grossos e de espessura uniforme, uma das estratégias é começar com calor forte para selar os dois lados da carne. Depois, o bife pode ser levado para uma região da churrasqueira com temperatura mais baixa, onde termina de cozinhar.
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A lógica é evitar que a parte externa fique pronta muito antes do interior. Com a finalização em calor mais moderado, fica mais fácil controlar o ponto e manter a carne suculenta.
A ordem também pode fazer diferença quando há convidados com preferências diferentes. Nesse caso, os bifes que precisam de mais tempo devem entrar primeiro na churrasqueira, seguidos pelos que serão preparados ao ponto e, por último, pelos mais malpassados.
O formato do bife também entrega o ponto
Enquanto está na grelha, a carne sofre mudanças que podem ser percebidas sem nenhum corte. O formato do bife é um dos sinais que ajudam a identificar em que estágio ele está.
Na versão malpassada, a peça tende a ficar mais estufada e curvada. No chamado ponto menos, apresenta uma leve elevação.
Quando chega ao ao ponto, o bife costuma ficar mais reto sobre a grelha. Já no ponto mais, continua relativamente reto, mas pode apresentar uma pequena curvatura para dentro.
Na bem-passada, a contração é maior e a carne perde volume, podendo ficar visivelmente mais envergada.
Teste dos dedos também pode ajudar
Outra técnica bastante conhecida entre quem prepara carnes é comparar a firmeza do bife com a musculatura localizada na base do polegar.
Com a mão relaxada, essa região apresenta uma textura mais macia, semelhante à esperada em uma carne malpassada. Ao encostar diferentes dedos no polegar, a musculatura fica progressivamente mais firme, permitindo fazer uma comparação com os demais pontos da carne.
O método não substitui um termômetro, mas pode servir como uma referência prática para quem já está acostumado a preparar bifes na churrasqueira.
Termômetro é a opção mais precisa
Para quem prefere controlar o preparo com maior precisão, o termômetro culinário ajuda a verificar a temperatura no interior da carne.
Como referência:
- Malpassada: entre 48°C e 52°C;
- Ponto menos: entre 53°C e 57°C;
- Ao ponto: entre 58°C e 62°C;
- Ponto mais: entre 63°C e 67°C;
- Bem-passada: acima de 68°C.
Além da temperatura, o interior também muda de aparência. Na malpassada, o centro permanece vermelho; conforme a temperatura aumenta, o tom rosado vai diminuindo até chegar a uma coloração predominantemente cinza na carne bem-passada.
Depois que sair da churrasqueira, ainda é importante deixar o bife descansar por alguns minutos antes de fatiá-lo. Esse cuidado ajuda a evitar que os líquidos acumulados durante o preparo sejam imediatamente perdidos na tábua.
No fim, saber observar a carne pode ser tão importante quanto saber controlar o fogo. E, para quem quer preservar a suculência, talvez o melhor momento para deixar a faca de lado seja justamente enquanto o bife ainda está na grelha.
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