Enzo Rodrigo, educador financeiro: “faça isso sempre que alguém pedir o seu cartão de crédito”

Estratégia troca o empréstimo direto do cartão pela compra à vista e revenda parcelada, mas envolve risco de inadimplência e exige bastante cautela

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Cartão de Crédito
(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Emprestar o cartão de crédito para outra pessoa pode parecer apenas um favor, mas o educador financeiro Enzo Rodrigo propõe uma forma diferente de enxergar esse tipo de pedido.

Em vez de ceder o cartão para que a pessoa faça a compra, ele sugere assumir a venda do produto.

A lógica é simples: comprar à vista por um valor menor e revender parcelado pelo preço que a pessoa já pagaria usando o cartão.

Como funciona a estratégia

Enzo usa como exemplo uma máquina de lavar.

Segundo ele, se o produto custa R$ 2 mil parcelado em 10 vezes, mas pode ser encontrado por R$ 1 mil à vista, a pessoa que emprestaria o cartão poderia comprar o item pelos R$ 1 mil.

Depois, venderia o produto ao conhecido por 10 parcelas de R$ 200.

No fim, receberia os mesmos R$ 2 mil que seriam pagos no cartão.

Nesse cenário, a diferença entre o valor de compra e o total recebido seria de R$ 1 mil.

Vale para outros produtos

A lógica apresentada também pode ser aplicada a celulares, eletrodomésticos e outros itens.

Se alguém pede o cartão para comprar um iPhone, por exemplo, a ideia seria comprar o aparelho por conta própria e depois revendê-lo parcelado.

Assim, segundo Enzo, o proprietário do cartão deixa de apenas assumir o risco e passa a ter possibilidade de retorno financeiro.

O risco continua existindo

Apesar da estratégia parecer lucrativa, existe um problema importante: a pessoa pode não pagar.

Nesse caso, quem comprou o produto continua responsável pelo desembolso inicial.

Além disso, cobrar parcelas de conhecidos pode gerar conflitos e desgaste nas relações pessoais.

Por isso, qualquer acordo desse tipo precisa ser pensado com cuidado.

Não é o mesmo que “emprestar o cartão”

Outro ponto é que a operação muda de natureza.

Em vez de simplesmente permitir o uso do cartão, a pessoa compra um bem e depois revende para terceiros.

Isso exige atenção a preço, garantia, entrega, comprovantes e condições de pagamento.

Dependendo da frequência e da forma como a atividade é realizada, também podem existir implicações fiscais e jurídicas.

Então, o que fazer?

A principal mensagem da orientação de Enzo é evitar emprestar o cartão de crédito sem avaliar o risco.

Se ainda assim houver interesse em ajudar alguém, é importante definir claramente:

  • valor total;
  • número de parcelas;
  • datas de pagamento;
  • responsabilidade em caso de atraso;
  • condições para devolução do produto.

No fim, a estratégia pode parecer vantajosa no papel, mas só funciona se a outra pessoa realmente pagar.

Por isso, antes de transformar um favor em uma espécie de venda parcelada, o mais importante é avaliar se o possível lucro compensa o risco de inadimplência.

 

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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