Anvisa proíbe medicamento, manda retirar lotes do mercado e consumidores devem parar de utilizar o produto
Três lotes de um medicamento usado contra o câncer entraram na mira da Anvisa depois que a própria fabricante não reconheceu as unidades como originais

Quem utiliza medicamentos de uso contínuo ou tratamentos de alta complexidade dificilmente espera descobrir que uma embalagem aparentemente legítima pode não ter sido produzida pela empresa responsável pelo produto.] Desta vez, o alerta envolve um remédio utilizado no tratamento de determinados tipos de câncer e exige atenção imediata ao número impresso na embalagem.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão de lotes falsificados de Enhertu e proibiu que essas unidades continuem armazenadas, vendidas, distribuídas, transportadas ou utilizadas. A medida foi publicada em setembro de 2026 e não significa, porém, que todas as unidades legítimas do medicamento tenham sido proibidas.
Qual é o medicamento proibido pela Anvisa
A determinação atinge o Enhertu 100 mg (trastuzumabe deruxtecana) dos lotes:
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- 432221
- 432844
- 432862
A Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica, responsável pelo registro do medicamento no país, informou à autoridade sanitária que não reconhece esses lotes como produtos originais. Por esse motivo, as unidades foram classificadas como falsificadas e passaram a ser alvo de apreensão.
A proibição vale especificamente para os lotes relacionados na Resolução-RE nº 3.738, de 22 de setembro de 2026. O Enhertu original e devidamente regularizado continua registrado no Brasil.
Para que serve o Enhertu
O Enhertu é um medicamento biológico administrado por infusão intravenosa e utilizado em diferentes situações oncológicas.
Seu princípio ativo combina um anticorpo direcionado à proteína HER2 com um agente capaz de causar a morte das células tumorais. Entre as indicações aprovadas no país estão determinados casos de câncer de mama HER2-positivo, incluindo situações de doença metastática ou que não pode ser retirada cirurgicamente.
O produto é de uso restrito a estabelecimentos de saúde e depende de prescrição e acompanhamento médico.
Por que a falsificação preocupa
Medicamentos falsificados não oferecem as mesmas garantias de identidade, qualidade, segurança e eficácia de um produto regularizado. Dependendo da adulteração, podem apresentar quantidade inadequada do princípio ativo, substâncias diferentes das declaradas ou condições desconhecidas de fabricação e armazenamento.
No caso dos lotes de Enhertu atingidos pela decisão, a razão apresentada para a medida preventiva foi justamente o fato de a empresa detentora do registro não reconhecer as unidades como legítimas.
O que fazer se tiver um desses lotes
Quem identificar os números 432221, 432844 ou 432862 não deve utilizar aquela unidade e precisa entrar em contato imediatamente com o serviço de saúde responsável pelo tratamento e com a fabricante para verificar a procedência e receber orientação.
A Daiichi Sankyo mantém uma relação de distribuidores homologados e orienta que o Enhertu seja adquirido somente por canais autorizados. A empresa também disponibiliza atendimento para pacientes e profissionais que tenham dúvidas sobre a autenticidade do produto.
A Anvisa recomenda, de maneira geral, que suspeitas de medicamentos falsificados não sejam utilizadas e sejam comunicadas à detentora do registro e às autoridades sanitárias.
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