Lu Marcelino, personal chef: “não tempere o frango antes de levar à frigideira se quiser ele dourado e suculento”

Um detalhe no preparo pode mudar completamente a aparência do frango e ajudar a formar aquela crosta dourada que faz diferença no prato

Isabella Cavalcante Isabella Cavalcante -
frango grelhado
(Imagem: Reprodução/Captura de tela/Instagram)

O frango é uma das proteínas mais presentes na cozinha do dia a dia. Ainda assim, conseguir uma superfície bem dourada sem deixar a carne seca pode ser um desafio, principalmente na frigideira.

Por isso, a personal chef Lu Marcelino compartilhou uma técnica diferente para quem busca um frango dourado e suculento. A orientação começa antes mesmo de colocar o primeiro tempero.

O segredo começa na frigideira

Segundo Lu, o ideal é colocar a proteína crua em uma panela bem quente e deixar o sal para depois. Dessa forma, a superfície consegue dourar antes de receber o tempero.

A técnica ajuda a formar uma crosta na parte externa do frango. Além disso, o contato com uma superfície bem aquecida favorece a chamada reação de Maillard, processo químico que contribui para o desenvolvimento de sabores, aromas e coloração durante o cozimento.

Assim, em vez de começar pelo tempero, a chef prioriza primeiro o dourado. Depois que a superfície ganha cor, ela acrescenta o sal e os demais temperos.

Selar não significa “fechar os poros”

Outro ponto levantado por Lu Marcelino é uma ideia bastante conhecida na cozinha: a de que selar a carne serviria para “fechar os poros” e impedir a saída dos líquidos.

Na prática, selar significa dourar a superfície da proteína e desenvolver sabor. Portanto, o objetivo principal dessa etapa está na formação da crosta e nas transformações que acontecem na superfície.

O resultado também depende de outros fatores, como a temperatura da frigideira, o excesso de umidade e o tempo de cozimento.

Frango precisa cozinhar completamente

Apesar da busca pela crosta dourada, o interior do frango precisa atingir uma temperatura segura. O USDA recomenda que todas as partes da ave cheguem a 74°C, medida com um termômetro culinário na parte mais espessa.

Por isso, a técnica pode ajudar no dourado, mas não substitui o cozimento adequado. Com a frigideira quente e o controle do ponto, o frango pode ganhar uma superfície mais bonita e saborosa sem abrir mão da segurança.

 

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Um post compartilhado por Lu Marcelino – Personal Chef (@lu.marcelinno)

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