Segundo arquitetos, os ricos não estão querendo mais piscina no quintal e estão apostando em uma nova alternativa que ocupa menos espaço, é mais fácil de limpar e pode ser usada durante todo o ano

Mudança nos projetos de alto padrão prioriza conforto e aproveitamento do espaço com uma solução que funciona até nos meses mais frios

Matheus Araujo Matheus Araujo -
piscina de container
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Por décadas, uma piscina grande no quintal funcionou quase como símbolo obrigatório das casas de alto padrão. Agora, porém, projetos residenciais de luxo começam a abrir espaço para uma alternativa mais compacta e voltada ao relaxamento.

A aposta são os spas e hidromassagens residenciais, que exigem uma área menor e podem funcionar com água aquecida. Em projetos compactos, existem modelos para quatro pessoas que ocupam pouco mais de 4 m², preservando espaço para jardim, churrasqueira, móveis e circulação.

A arquiteta Anna Lorenz, do escritório MOKAA, afirma que clientes de residências premium passaram a considerar piscinas tradicionais mais trabalhosas, principalmente por questões de aquecimento e aproveitamento ao longo do ano. Por isso, segundo ela, jacuzzis e áreas de spa vêm ocupando mais espaço nos projetos.

Por que o spa chama atenção

Uma das principais vantagens está no tamanho. Além disso, como o volume e a superfície de água costumam ser menores que os de uma piscina convencional, algumas tarefas de limpeza podem se tornar mais simples.

O aquecimento também amplia o período de utilização. Enquanto piscinas descobertas podem perder uso durante os meses frios, um spa bem isolado consegue oferecer conforto em diferentes épocas do ano. Por outro lado, manter a água aquecida aumenta o consumo de energia.

Instalação exige planejamento

Apesar de ocupar menos espaço, a instalação de um spa residencial precisa ser pensada com cuidado. O primeiro ponto é verificar se o local escolhido suporta o peso da estrutura, da água e das pessoas que vão utilizá-la.

Além disso, o projeto deve prever pontos adequados de energia, entrada e escoamento de água, impermeabilização e espaço suficiente para manutenção. Em áreas internas ou cobertas, a ventilação também merece atenção por causa da umidade gerada pelo uso frequente.

Outro cuidado envolve o acesso ao equipamento. Dependendo do modelo, é necessário reservar uma área técnica para bombas, filtros e outros componentes, evitando que uma instalação muito apertada dificulte reparos futuros.

Por isso, arquitetos e fabricantes recomendam definir esses detalhes ainda na fase de projeto. Assim, o spa pode ser integrado ao ambiente com mais segurança e sem exigir adaptações caras depois da obra.

Apesar das vantagens, o spa não substitui uma piscina em todas as situações. Quem pretende nadar, receber muitas pessoas ou ter uma área maior para brincadeiras ainda pode encontrar na piscina tradicional a opção mais adequada.

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Matheus Araujo

Matheus Araujo

Publicitário pela Universidade Evangélica de Goiás. Social media do Portal 6 desde agosto.

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