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Diocese de Anápolis não quer se pronunciar sobre condenação do padre Lodi

Dom João Wilker, bispo de Anápolis (à esquerda) ao lado do padre Luiz Carlos Lodi da Cruz (à direita). Foto: Reprodução

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou um padre de Anápolis por impedir uma interrupção de gestação que tinha sido autorizada pela Justiça gerou repercussão nacional e chocou muitas pessoas.

O caso ocorreu em 2005, quando o padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente da Associação Pró-Vida de Anápolis, ao tomar conhecimento da autorização, recorreu à Justiça para impedir a gestante de continuar o procedimento de interrupção de gravidez. De acordo com informações do STJ, o feto foi diagnosticado com síndrome de Body Stalk, doença que gera malformações.

Após o recurso, a Justiça de Goiás concedeu uma liminar para impedir a interrupção. Segundo informações do processo, a gestante interrompeu a internação hospitalar e deixou de tomar os medicamentos receitados pelo médico para induzir a interrupção, “agonizando até a hora do parto”, segundo o tribunal.

Procurada pela reportagem do Portal 6, a Diocese de Anápolis não se manifestou sobre a repercussão da condenação do padre, tampouco quis dizer se o valor de R$ 60 mil que o padre Lodi terá de pagar à família vítima será custeado pela Igreja.

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