Contrato de namoro: as 4 cláusulas mais importantes para evitar problemas e garantir validade jurídica, segundo advogada

Documento pode ajudar casais a formalizar a relação, mas precisa refletir a realidade para ter validade jurídica

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Contrato de namoro: as 4 cláusulas mais importantes para evitar problemas e garantir validade jurídica, segundo advogada
(Foto: Reprodução)

Com o avanço das relações modernas, muitos casais têm buscado formas de deixar mais clara a natureza do relacionamento. Entre essas alternativas está o contrato de namoro, documento que pode ajudar a formalizar que aquela relação não possui, naquele momento, intenção de constituir família.

Apesar de parecer simples, o contrato de namoro é um negócio jurídico e precisa seguir requisitos previstos no Código Civil. Isso inclui partes capazes, objeto lícito, possível e forma válida.

Segundo a advogada Fernanda Fernandes (@fernandafernandesadvogados), o ponto mais importante é que o documento reflita a realidade vivida pelo casal.

O que deve constar no contrato de namoro?

Uma das cláusulas mais relevantes é a ausência de intenção de constituir família. Ela deixa claro que o relacionamento existente entre as partes é um namoro, sem objetivo atual de formação de entidade familiar.

Esse ponto é importante porque a intenção de constituir família é um dos requisitos considerados para o reconhecimento da união estável.

Patrimônio também deve ser separado

Outra cláusula importante trata do patrimônio próprio e da gestão individual.

Nesse caso, o contrato estabelece que cada pessoa mantém autonomia sobre seus bens, rendas, investimentos e responsabilidades financeiras, sem comunicação patrimonial entre o casal.

A medida pode ajudar a evitar confusões futuras sobre divisão de patrimônio, especialmente quando o casal possui vida financeira independente.

Morar junto não significa sempre união estável

O contrato também pode prever regras de convivência. Isso vale, por exemplo, para casais que moram juntos por conveniência, trabalho, estudos, divisão de despesas ou facilidade na rotina.

Nesses casos, o documento pode deixar claro que a convivência, por si só, não representa intenção de formar família.

Testemunhas ajudam na comprovação

A presença de testemunhas reforça a formalidade do contrato e pode servir como elemento de prova sobre a vontade das partes no momento da assinatura. Ainda assim, o documento não deve ser visto como uma proteção absoluta.

Quando o contrato de namoro não funciona?

Se, na prática, a relação apresentar características de união estável, o contrato de namoro sozinho não impede o reconhecimento judicial.

Ou seja, os fatos prevalecem sobre o documento. Por isso, se a dinâmica da relação mudar, o contrato também precisa ser atualizado.

Fonte: advogada Fernanda Fernandes (@fernandafernandesadvogados).

 

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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