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DAIA Municipal deve começar a receber as primeiras indústrias em janeiro de 2020

Local já foi definido e foco são as empresas de base tecnológica, que não geram resíduos ou qualquer tipo de efluente

Na região Norte de Anápolis, entre o Parque de Exposições Agropecuárias e a Ala 2 (antiga Base Aérea), será consolidado o polo industrial do município, que promete impactar positivamente todo o entorno.

A área, de 19 alqueires, começará a ser preparada para receber as empresas assim que a Câmara Municipal aprovar o projeto de lei Complementar nº 21/2019, enviado nesta semana pelo prefeito Roberto Naves (PTB), que autoriza a aquisição do espaço por meio de permuta.

“A escolha da área levou em conta a viabilidade do fornecimento de energia, abastecimento de água e a proximidade de viaduto ou trincheira. Mas o fator principal é a localização, na região Norte da cidade”, afirmou o gestor municipal.

Ele explica que esta é uma das áreas mais populosas do município,  chamada de grande Recanto do Sol, com mais de 50 mil moradores, que em sua maioria atravessam a cidade diariamente para trabalhar ou buscar oportunidades de emprego na porção Sul, onde fica o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) — que não comporta mais empresas e enfrenta gargalos de infraestrutura, desacelerando a chegada de novos negócios à região.

Além do desenvolvimento socioeconômico para esta parte da cidade, que foi negligenciada por sucessivas gestões anteriores, a iniciativa promete transformar o trânsito na cidade. Segundo Roberto, Anápolis está desbalanceada, muitas pessoas morando na parte Norte e trabalhando na região Sul.

“Então, este distrito industrial vai gerar empregos para toda a cidade sim, mas principalmente para quem mora na grande Recanto do Sol e na Jaiara”, pontuou.

Prefeito Roberto Naves. (Foto: Gislaine Matos)

No novo polo, o foco são as empresas de base tecnológica, que não geram resíduos ou qualquer tipo de efluente. Ainda não é possível estimar a quantidade de empregos que serão gerados, mas a área terá capacidade para abrigar mais de uma centena de empresas, que vão demandar mão de obra com alta qualificação.

A previsão é que logo em  janeiro de 2020 cheguem as primeiras indústrias. Todas as regras de ocupação e operação serão definidas junto à própria Câmara Municipal e ao setor produtivo.

Em tempo

Para atrair novas indústrias, Roberto adiantou que já está está desenhando uma política municipal de incentivos para as empresas que ocuparão o novo espaço. Assim que finalizado, o documento será oficialmente apresentado pelo prefeito.

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