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Deputado apresenta projeto para militarizar tradicional colégio público de Anápolis

(Foto: Divulgação)

Região Leste da cidade, no entanto, aguarda há mais de um ano pela quarta unidade já aprovada pela Alego

O deputado Coronel Adailton (PP) apresentou um projeto de Lei na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) que quer transformar o Colégio Estadual José Ludovico de Almeida  (CEJLA), localizado na região Central de Anápolis, em um Colégio Militar, a partir do 1º semestre de 2020.

A expectativa do parlamentar é beneficiar os estudantes dos bairros São Jorge, São Lourenço, Frei Eustáquio, Jardim Petrópolis, São José, Dom Pedro II, entre outros, que têm o desejo de estudar em uma unidade militarizada.

Em justificativa no texto, o parlamentar alegou que a transformação da unidade deve-se, principalmente, pelos bons resultados que tem sido apresentados e pelo rigoroso padrão de qualidade.

“Os CEPMG’s são exemplos de ensino público com qualidade, calcados na ética, disciplina, cidadania, civismo, respeito e no resgate dos verdadeiros valores familiares, oferecendo as condições ideais para os integrantes do corpo docente, servidores da Secretaria Estadual de Educação, a quem cabe a parte pedagógica, que atuam com o apoio de policiais e bombeiros militares, que são convocados da reserva remunerada e atuam nas escolas devidamente fardados e equipados”, escreveu.

CEJLA

Conhecido apenas por “Estadual”, o CEJLA funciona em Anápolis há 71 anos e é considerado uma das unidades públicas mais tradicionais da cidade. No passado, o ingresso no colégio era tão concorrido que houve a necessidade da criação de uma espécie de vestibular para distribuição de vagas no então primeiro e segundo grau.

Há aproximadamente seis anos, inclusive, a unidade chegou a ser citada para receber a militarização. A iniciativa, no entanto, foi negada fortemente pela comunidade escolar e a transformação acabou ocorrendo no antigo Colégio Estadual Polivalente Gabriel Issa.

Atualmente, o CEJLA oferece a educação básica, no nível Fundamental (6º ao 9º ano); o Projeto Crescer, de correção de fluxo das séries finais; ensino médio (1º ao 3º ano); e o Mediotec, que oportuniza o acesso ao ensino técnico aos alunos do ensino médio.

Em tempo

Há mais de um ano os moradores da região Leste de Anápolis também aguardam por um novo colégio militar. É que a militarização do Colégio Estadual Senador Onofre Quinan foi aprovada em votação na Alego em maio de 2018, mas um obstáculo impediu a continuidade do projeto: a falta de efetivo na Polícia Militar.

Sub-comandante de ensino dos Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMG), a tenente-coronel Núria Guedes da Paixão Castilho contou ao Portal 6 que, por enquanto, não há como resolver essa questão, pois a finalidade da Polícia Militar é cuidar da segurança pública.

“Nós não temos efetivo para assumir novos colégios e nem condições materiais. A unidade de Anápolis é um exemplo disso. [Para militarizar outra unidade] teríamos que deslocar efetivo de um lugar para outro. Nossa administração já é enxuta, então teria que tirar da rua e fica difícil”, explicou.

De acordo com a sub-comandante, para que cada unidade escolar militarizada funcione dentro da ordem e disciplina esperada, é necessária a presença diária de 14 a 20 policiais, dependendo do número de alunos.

Por que o quarto colégio militar de Anápolis ainda não saiu do papel

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