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Feto de grávida assassinada em Anápolis estava com quase 7 meses

Luciene. (Foto: Reprodução)

Grupo de Investigação de Homicídios já sabe que a vítima e suposto autor se conheciam

Ao ser interrogado pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) sobre a morte de Luciene Maria de Souza, de 37 anos, registrada no final da noite da última segunda-feira (20), Marcondes Francisco Rufino, de 31 anos, escolheu ficar em silêncio.

Sem a confissão ou negação do crime, conforme o delegado Vander Coelho, responsável pelo caso e titular do GIH, permanece uma incógnita o que aconteceu entre os dois que resultou no assassinato da gestante.

A vítima, que segundo laudo pericial estava entrando no sétimo mês da gravidez, já conhecia o algoz e até teria usado drogas com ele em outras ocasiões. No entanto, não há entre eles registros de um relacionamento amoroso.

“A principal hipótese é que seja sim algo relacionado ao tráfico de drogas, uso de drogas, alguma dívida ou desentendimento decorrente dessa atividade deles. Porém, não existe essa confirmação em razão silencio dele”, explicou o delegado ao Portal 6 na tarde desta quarta-feira (22).

O bebê de Luciene, que já estava quase pronto para vir ao mundo, também não resistiu. À reportagem, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) explicou que já encontraram a vítima em óbito e sem sinais de batimentos fetal, por isso, já não havia como salvá-lo.

A suspeita da equipe é que a morte tenha sido causada por hipovolemia – perda de sangue para mãe e bebê.

Agora, resta ao GIH ouvir outras testemunhas, buscar imagens de câmeras de segurança, analisar os laudos cadavéricos e tentar um novo interrogatório com Marcondes, na expectativa que o caso seja completamente elucidado e o inquérito remetido o quanto antes ao Poder Judiciário.

Em tempo

Luciene foi morta a facadas por volta das 22h50 em frente à uma lanchonete da Rua Nova Olinda, no Jardim Alexandrina, bairro da região Norte de Anápolis.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, a vítima já estava desfalecendo e não conseguia falar devido à gravidade dos ferimentos. No entanto, usando o próprio sangue, escreveu o nome do suposto autor para a guarnição que atendia a ocorrência.

Durante a madrugada, a equipe conseguiu localizar o autor do feminicídio na residência dele. Marcondes estava sob efeito de drogas e apresentava ferimentos no pescoço, que teriam sido causados enquanto Luciene tentava se defender.

Ele foi autuado por homicídio e encaminhado ao Centro de Inserção Social Monsenhor Luiz Ilc, a cadeia pública de Anápolis.

Nome escrito com sangue ajudou na identificação de assassino em Anápolis

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