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Maioria dos novos radares em Anápolis serão do tipo ‘discreto’, descobre Portal 6

Contrato de mais de R$ 20 milhões assinado entre empresa de tecnologia e a CMTT prevê ainda pagamento por 'eficiência' dos pardais

Caio Henrique Caio Henrique -

Já em vigor desde 02 de junho deste ano, o milionário ‘contrato dos pardais’ firmado entre a Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) e a Velsis Sistemas e Tecnologia dá pistas de como deve ser a estratégia da Prefeitura de Anápolis para gerar multas a partir de radares eletrônicos.

A principal novidade descoberta, com muito esforço, pelo Portal 6 é a de que haverá na cidade um total de 135 equipamentos ‘discretos’ espalhados por ruas e avenidas.

Eles se somarão a outros três tipos de radares mais conhecidos e perceptíveis a olho nu pelos motoristas, como os modelos por “barreira eletrônica”, “não metrológico” e “estático”.

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Soma-se à essa estratégia àquela já adiantada por um dos diretores da CMTT ao jornal Contexto, que antecipou que a Avenida Brasil passará a ter o limite de velocidade máxima de 60km/h em toda a extensão Norte/Sul.

Campanha primeiro

Quando o controle de velocidade na principal via de Anápolis começará a vigorar? E os ‘pardais’, quando vão funcionar? Ninguém sabe precisar ainda, pelo menos publicamente.

O Portal 6 apurou que a Prefeitura de Anápolis pretende, antes de instituir essas novidades, promover uma ‘campanha educativa’.

Lembrada pela reportagem que a legislação impõe restrições a esse tipo de tática nos três meses que antecedem as eleições, a assessoria de comunicação do governo municipal evitou comentar o assunto.

Na nota enviada, a Prefeitura disse de maneira genérica, mesmo instada pela reportagem a responder objetivamente às perguntas, que o “controle começa a vigorar após todas as etapas prontas”, inclusive a realização da tal campanha, que seria “a última fase” do processo.

Vale lembrar que o primeiro turno das eleições 2020 será realizado no dia 15 de novembro e o segundo, caso haja, ficou para o dia 29 do mesmo mês.

Enquanto isso, a partir dos termos do contrato, a Velsis Sistemas e Tecnologia tem direito a receber pela estrutura montada para vigiar o trânsito da cidade.

Pagamento

O documento, que a reportagem não encontrou no Portal da Transparência e teve de obtê-lo por outros meios, detalha ainda que, finalizada a instalação dos equipamentos, a remuneração da empresa ocorrerá a partir de cálculos de ‘funcionamento e eficiência’.

O valor global do acordo, que tem duração mínima de 12 meses, é de R$ 20,4 milhões.

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