6 crimes que chocaram Anápolis em 2021

Repercussão do caso Nicodemos, incidência de crimes de trânsito e crueldade animal foram alguns dos episódios mais impactantes do ano no município

Caio Henrique -
Nicodemos Júnior Estanislau Moraes
Médico Nicodemos, médico ginecologista. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Diversos acontecimentos de impacto marcaram a trajetória e memória de Anápolis durante o ano de 2021, que se aproxima cada vez mais do final.

Muitos destes eventos, entretanto, tiveram um caráter nada positivo, sendo lembrados pela grande dor ou choque que causaram, seja a nível local, estadual ou até mesmo nacional.

Nicodemos Junior

Um dos maiores exemplos disso é o ginecologista e obstetra, que foi preso em Anápolis por suspeita de abusar de pacientes durante as consultas.

A notícia causou grande repercussão e fez com que várias mulheres, espalhadas por todo o Brasil, tomassem a decisão de ir até a Polícia Civil para registrar casos que sofreram por conta dele, mas que nunca tinham ido a público para relatar.

Motorista da Urban

Outro caso que chocou a população anapolina e ganhou repercussão pelo país, foi o de Walisson Barboza dos Santos, motorista da Urban e vítima de um atentado no Terminal Rodoviário.

Ele estava dirigindo o ônibus, no dia 1º de setembro, quando uma mulher decidiu jogar álcool nele e atear fogo.

O condutor teve 80% do corpo queimado e ficou 10 dias internado na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, mas, infelizmente não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Garotinho atropelado

No dia 03 de setembro, uma criança de apenas 10 anos foi atropelada por um motorista sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no bairro Residencial do Cerrado.

O condutor fugiu sem prestar socorro, enquanto o garoto sofria as consequências do traumatismo craniano.

Ele passou pelo Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HEANA) para receber atendimento, mas a situação delicada fez necessária a transferência para o HUGOL, na capital.

Felizmente, o pequeno obteve alta após três dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva na unidade.

Cárcere privado

No dia 11 de dezembro, equipes da Patrulha Maria da Penha de Anápolis realizaram o resgate de uma mulher que, pelos últimos três anos, vivia presa em cárcere privado em uma fazenda do município.

O marido a ameaçava constantemente, fazendo uso de um facão, para evitar que ela contasse a alguém o que de fato vivia no local.

O companheiro chegou a dizer que arrancaria a cabeça da filha dela, caso procurasse ajuda. Felizmente, os policiais conseguiram realizar a prisão do suspeito sem que ninguém se ferisse.

Motorista bêbado 

Outro caso que causou grande comoção na cidade foi a morte de um motoqueiro no Jardim Alexandrina, bairro da região Norte de Anápolis, no dia 12 de setembro.

Na ocasião, um motorista bêbado acertou a vítima frontalmente com a caminhonete, a arrastando por uma distância superior a 20 metros.

Além disso, o condutor embriagado fugiu do local sem nem prestar socorro. O motoqueiro chegou a ser levado para o hospital, mas não sobreviveu.

Crueldade animal

Razão de grande indignação e mobilização no município, a morte do cachorrinho comunitário “Jack” foi outro crime que deixou fortes marcas na cidade.

No dia 30 de setembro, câmeras de segurança do bairro Residencial Flor do Cerrado flagraram o momento em que um motorista muda de faixa, adentrando a contramão, apenas para atropelar o animalzinho – que era uma espécie de mascote da rua.

Jack conseguiu sair da pista e chegar até a calçada, recebendo, inclusive, atendimento dos moradores locais. Porém, não foi o suficiente e ele acabou falecendo.

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