Lula e AGU querem derrubar norma que permite pena menor para militares que cometeram abuso sexual

Órgão entende que medida é inconstitucional, ao permitir que civis recebam penas menores pelo mesmo crime

Por estarem desatualizadas ou sem sentido algum, acabaram virando projetos que devem ser cumpridos pela população
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF). (Foto: Reprodução)

Está circulando no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação para derrubar a regra do Código Penal Militar (CPM), de 1969, que prevê pena menor para militares acusados de estupro.

O caso é defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Advocacia-Geral da União (AGU) e chegou ao Supremo por meio de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O órgão contesta trecho da Lei 14.688/2023, norma que previu pena de 8 a 15 anos para militares que cometerem abusos sexuais contra pessoas vulneráveis, tendo como resultado lesão grave ou gravíssima.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

A mesma conduta é punida pelo Código Penal com detenção de 10 a 20 anos.

Para a AGU, a norma é inconstitucional, por permitir que um civil seja condenado a uma pena maior que um militar.

“Além de se levar em conta a proteção da dignidade sexual como bem jurídico tutelado, há que se salvaguardar os pilares básicos das instituições militares, quais sejam, a hierarquia e a disciplina”, argumentou a AGU.

Ainda não há prazo para o julgamento do STF, que será realizado pela ministra Cármen Lúcia.

Augusto Araújo

Augusto Araújo

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, é editor do Portal 6. Já atuou em veículos como o Jornal Opção e tem experiência em assessoria de comunicação. Apaixonado por esportes, preza pela apuração rigorosa, pela clareza na informação e pelo compromisso com o interesse público.