Caiado defende que militares que participaram de trama para matar Lula, Alckmin e Moraes não sejam anistiados
Declaração foi dada após operação da Polícia Federal na última terça-feira
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Ronaldo Caiado (UB) defendeu que os responsáveis pelo plano de matar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não sejam anistiados.
No entanto, o governador defendeu que haja distinção entre “os mentores e quem foi usado como massa de manobra”, como os presos durante os atos golpistas de 08 de janeiro.
“Eu fui o primeiro a defender (anistia) diante dos dados que existiam naquele momento. Não está extensivo a este momento”, afirmou Caiado.
A declaração foi dada durante coletiva na última terça-feira (19), no evento de lançamento do livro do ex-ministro Henrique Meirelles, em Goiânia.
Questionado sobre a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos planos dos militares presos pela Operação Contragolpe, Caiado foi cauteloso e não fez ilações.
“Não cabe a mim ficar interpretando até porque eu, como vocês, fiquei sabendo do fato hoje. Isso depende da apuração da veracidade dos fatos que foram colocados. E diante dessa veracidade, (tem de haver) a punição porque é inadmissível que qualquer pessoa se proponha a arquitetar um plano para matar alguém, para dar um golpe no Estado. Isso é inaceitável”, pontuou o governador.
Pré-candidato à Presidência da República em 2026, Caiado condenou os “extremos” entre PL e PT e afirmou que fará a campanha baseada no “bom debate”.
“Eu vou trabalhar na construção do bom debate. É aquilo que eu tenho feito no meu Estado de Goiás. Você nunca me viu aqui em queda de braço que leve um impedimento de diálogo com os poderes constituídos”.