‘Avô afetivo’ é condenado a 27 anos de prisão e terá de pagar indenização de R$ 15 mil em Goiás; entenda
Homem se aproveitava da proximidade com a família para cometer os crimes, que duraram anos
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) condenou um homem a cumprir mais de 27 anos de prisão, pelo crime de estupro de vulnerável, cometido contra uma criança de 07 anos, a qual ele era considero “avô afetivo”.
A decisão foi proferida pelo juiz Rodney Martins Farias, que acolheu a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), realizada por meio da Promotoria de Justiça de Itapaci.
Na acusação, oferecida pelo promotor José Alexandre Teixeira de Barros em 2024, foi apontado que o autor tinha uma convivência com a família da criança e, por isso, era considerado como “avô afetivo” dela.
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Por conta disso, durante os anos de 2019 a 2022, o homem aproveitou a proximidade para cometer os crimes contra a pequena, passando despercebido.
Contudo, a promotoria conseguiu juntar provas, depoimentos de familiares e profissionais que acompanhavam o cotidiano da garotinha, os quais foram usados durante o julgamento.
Um dos fatores decisivos, no entanto, foi o depoimento da própria vítima, que se apresentou e confirmou às autoridades que o “avô afetivo” praticava os atos libidinosos com frequência.
Diante de tudo que foi levantado, o juiz acolheu a denúncia, além de também reconhecer a presença de agravantes, como a quebra do vínculo de confiança, o que levou a menina a desenvolver transtornos emocionais, sendo necessário realizar acompanhamento psicológico.
Dessa forma, o magistrado condenou o “avô afetivo” a cumprir 27 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de uma indenização no valor de R$ 15 mil, por danos morais à criança.
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