Pacientes mostram como é viver com um coração artificial

Esse dispositivo, que funciona como uma bomba capaz de levar sangue para todo o corpo, é considerado uma verdadeira revolução na medicina

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Pacientes mostram como é viver com um coração artificial
(Foto: Reprodução/Agência Brasil Central)

O coração artificial tem mudado vidas e se tornado uma alternativa para pessoas que não podem passar por um transplante.

Esse dispositivo, que funciona como uma bomba capaz de levar sangue para todo o corpo, é considerado uma verdadeira revolução na medicina.

Ele devolve qualidade de vida e esperança a pacientes que antes tinham poucas opções de tratamento.

Mas como é viver com um coração fora do peito? Histórias reais mostram os desafios, os medos e também as conquistas de quem depende dessa tecnologia.

Pacientes mostram como é viver com um coração artificial

Muitos pacientes que sofrem com insuficiência cardíaca não conseguem realizar o transplante por diversos fatores, como idade avançada, complicações de saúde ou falta de compatibilidade. Nessas situações, o coração artificial surge como saída eficiente. Ele pode ser usado de forma temporária, até que o transplante seja viável, ou definitiva, para quem não tem outra alternativa.

A história de Flávia

Pacientes mostram como é viver com um coração artificial

Flávia Cristiani Belo Plumari. (Foto: Reprodução)

Flávia Cristiani Belo Plumari, de 48 anos, descobriu a importância dessa tecnologia após um infarto grave que destruiu 70% de seu coração. Mesmo com medicamentos fortes, sua vida seguia limitada. Foi então que recebeu o dispositivo HeartMate3 pelo SUS. Ele é capaz de bombear até dez litros de sangue por minuto, conectado a um controlador externo com baterias.

Apesar do impacto inicial ao ver o aparelho, Flávia logo percebeu os benefícios. Hoje, ela caminha, sai para se divertir e vive de forma independente. Para ela, o coração artificial é literalmente um kit de sobrevivência.

O desafio de Maria

Pacientes mostram como é viver com um coração artificial

Maria Santana de Souza. (Foto: Reprodução)

Outro exemplo é Maria Santana de Souza, de 75 anos. Por conta de idade e histórico de câncer, o transplante foi descartado. Seus batimentos chegaram a apenas 40 por minuto, e a situação se agravou a ponto de precisar de internações constantes.

A solução veio com a implantação do coração artificial. O processo foi longo e cheio de intercorrências, incluindo oito cirurgias e complicações renais, mas a recuperação permitiu que Maria voltasse a caminhar e a cuidar de si mesma. Hoje, mesmo carregando o aparelho, ela reconquistou parte da autonomia.

Como funciona o dispositivo

O coração artificial é tecnicamente chamado de dispositivo de assistência ventricular esquerda (DAVE). Ele reforça o trabalho do ventrículo esquerdo, responsável por bombear sangue para o corpo. Uma parte fica implantada dentro do organismo e é ligada a um controlador externo, que exibe dados importantes, como fluxo sanguíneo e carga da bateria. O paciente precisa cuidar da higiene na região onde passa o fio e manter as baterias carregadas. O único cuidado essencial é evitar mergulhos ou situações em que o equipamento entre em contato direto com a água.

Insuficiência cardíaca: o que saber

Essa condição ocorre quando o coração não consegue bombear sangue de forma adequada. Os sintomas mais comuns são falta de ar, cansaço, inchaço e retenção de líquidos em órgãos como pulmão, fígado e rins. Em estágios avançados, a insuficiência cardíaca pode levar à necessidade de internações em UTI. Quando o transplante não é viável, o coração artificial se torna a principal alternativa.

Uma nova chance

Viver com um coração artificial exige adaptações, mas os resultados podem ser transformadores. Pacientes relatam melhora na respiração, mais energia para atividades do dia a dia e a possibilidade de viver sem depender de cuidados constantes. É um avanço que não só prolonga a vida, mas também devolve dignidade e qualidade a quem enfrenta uma doença grave.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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