Já ouviu falar em quem tem ‘sangue dourado’? Essa raridade genética pode salvar vidas

Ciência data o primeiro registro científico em 1961 e hoje existem 2 brasileiras nesse grupo quase em extinção

Magno Oliver Magno Oliver -
Já ouviu falar em quem tem ‘sangue dourado’? Essa raridade genética pode salvar vidas
(Foto: Biomedical Scientist | iStock)

Já pensou se o seu sangue circulasse em suas veias com uma outra cor, como um dourado, por exemplo? Existe um tipo de sangue catalogado pela ciência que foi considerado o mais precioso e raro do mundo. Chamado popularmente de “sangue dourado”, ele é identificado pela ausência completa do fator Rh em sua composição.

Essa condição genética única desperta o interesse de médicos e pesquisadores devido à sua importância para salvar vidas em situações emergenciais.

O sangue dourado foi descoberto em 1961 em uma mulher australiana e, desde então, apenas cerca de 43 pessoas foram identificadas com essa característica no planeta. Nesse grupo, há duas brasileiras que são irmãs. Uma mora no Rio de Janeiro e a outra, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

A ausência do fator Rh torna o sangue compatível com praticamente qualquer tipo sanguíneo, o que o transforma em um recurso médico de altíssimo valor. Por isso, os bancos de sangue e os centros de pesquisa mantêm cadastros sigilosos para localizar possíveis doadores.

Já ouviu falar em quem tem ‘sangue dourado’? Essa raridade genética pode salvar vidas

Esse tipo de sangue é adquirido de maneira hereditária, segundo explicou Natalia Villarroya, médica especialista em hematologia da Universidade Nacional da Colômbia, à BBC Mundo. Essa raridade pode ser crucial em casos de transfusões complexas, principalmente para pacientes com doenças hematológicas ou que possuem tipos sanguíneos extremamente raros.

No entanto, encontrar um doador é um grande desafio, pois a condição é herdada geneticamente e afeta um número muito pequeno de famílias ao redor do mundo. Atualmente, as pessoas que tem “sangue dourado” vivem em diferentes países, alguns distantes entre si, como Colômbia, Brasil, Japão, Irlanda e Estados Unidos.

Outro fator delicado dessa condição sanguínea é que, caso precise de transfusão de sangue, só pode receber Rh nulo, um processo complicado pelas dificuldades de transporte do sangue de um país a outro e também pela pouca quantidade de portadores do “sangue de ouro” no mundo.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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