Paladar de ouro: pessoas que sentem sabores que passam despercebidos para a maioria
Há sabores escondidos que só alguns poucos paladares podem realmente apreciar

Já pensou se você pudesse sentir o sabor de um alimento muito além do que ele proporciona? Pois algumas comidas consideradas comuns podem revelar sabores extremamente sutis para alguns poucos sortudos.
Uma sensibilidade gustativa extraordinária pode ser explicada por diferenças genéticas mínimas, sendo observada em uma fração da população. Uma condição considerada “de ouro” para pessoas com um paladar mais “avançado”, literalmente.
A ciência explica que esses indivíduos são chamados de “supertasters”, e são caracterizados por uma densidade elevada de papilas gustativas na região da língua. Esse traço anatômico extraordinário permite que sabores como amargo, ácido, doce e umami sejam identificados com intensidade bastante ampliada.
Paladar de ouro: pessoas que sentem sabores que passam despercebidos para a maioria
A base genética desse fenômeno está ligada ao gene TAS2R38, cuja variante PAV/PAV confere aumento marcante da percepção de amargor nos alimentos. Estudos mostram que os “supertasters” são aproximadamente 25 % da população mundial e muitas vezes rejeitam alimentos crucíferos como brócolis e couve devido à intensidade sensorial. Também entram o espinafre, cerveja, chocolate e o café na lista.
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Sintomas cotidianos, como excesso de sal ou adoçante adicionado à comida, frequentemente são associados a essa sensibilidade aguçada e ocorrem na tentativa de mascarar sabores aversivos. Essa prática pode refletir estratégias inconscientes de mediação sensorial. As mulheres possuem mais tendência à condição do que os homens.
Embora ser um “supertaster” possa ser considerado um privilégio sensorial, nutricionistas alertam que essa condição também pode dificultar escolhas alimentares e gerar pequenas deficiências nutricionais. Contudo, a saúde cardiovascular se favorece por conta da menor ingestão de doces e álcool nesse grupo de portadores da condição.
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