Juíza toma decisão inédita e reconhece união estável de trisal em Jataí

Relação entre os três homens começou em dezembro de 2019

Mulher condenada por receber pensão militar estando casa
Foto ilustrativa de um martelo de juiz (Foto: KATRIN BOLOVTSOVA)

Uma decisão judicial tomada em Jataí, no Sul goiano, tornou-se inédita ao reconhecer a união estável de um trisal. O martelo foi “batido” pela juíza Sabrina Rampazzo de Oliveira na última sexta-feira (07).

O pedido, protocolado pelo Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Federal de Jataí (NPJ-UFJ), se refere a três homens cuja relação começou em dezembro de 2019, segundo o Mais Goiás.

Eles “confirmaram expressamente a intenção de constituir união estável […], manifestando livremente o desejo de que o vínculo seja reconhecido judicialmente, sob o regime da comunhão parcial de bens”, segundo a magistrada.

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Os efeitos jurídicos e legais remontam desde o começo da relação, uma vez que “o pedido decorre de manifestação livre e consciente das partes”.

Quem ficou à frente do caso, no NPJ-UFJ, foi a professora Sirlene Fideles. Ela trabalhou junto ao estudante Luiz Felipe Silva e Santos e reforça: “a união estável proveniente de relacionamento poliamoroso não é reconhecido no País; o trisal que deseja ter sua convivência reconhecida tem que procurar o Judiciário”.

“Muitos juízes entendem que não é possível reconhecer a união estável entre três pessoas, apenas um contrato de natureza civil. Todavia, o Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Federal de Jataí conseguiu”, celebrou.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.