Prestes a completar 119 anos, Anápolis se destaca como um dos maiores PIBs do Centro-Oeste

Embora Daia ajude a desenhar o perfil da "Manchester goiana", não é o setor industrial que mais produz renda no município

Natália Sezil -
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Visão aérea da região Central de Anápolis. (Foto: Bruno Velasco)

Com população estimada em 420.300 pessoas e prestes a completar 119 anos de emancipação, Anápolis costuma ser destaque econômico em Goiás há tempos.

Antes na segunda posição no estado, a cidade desceu para a quarta colocação no último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – perdeu espaço para Aparecida de Goiânia e Rio Verde – mas continua ganhando atenção especial no Centro-Oeste.

É que Anápolis está entre os 10 municípios mais ricos da região, ocupando, atualmente, o 7º lugar entre as maiores economias de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal (DF).

Quem desponta no topo é Brasília, que, embora seja uma região administrativa mais do que uma cidade comum, se destaca ao movimentar um PIB anual de R$ 365,7 bilhões.

O valor a coloca muito acima de Goiânia, que conquista a medalha de prata, com R$ 75,8 bilhões. A de bronze fica para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com R$ 42,3 bilhões.

Até chegar em Anápolis, ainda é preciso passar por Cuiabá, no Mato Grosso (R$ 39 bi), Rio Verde (R$ 22,3 bi) e Aparecida de Goiânia (R$ 20,9 bi). Aí sim, é possível contabilizar o PIB de R$ 20.432.108.565 da antiga Santana das Antas.

Os dados são da última divulgação do IBGE, com números oficializados de 2023. Calculando o PIB per capita – ou seja, o valor produzido por cada habitante – o valor final é de R$ 51.225,11.

De onde vem esse dinheiro?

Conhecida como a “Manchester goiana” por conta da forte vocação industrial, em referência à cidade inglesa, é de se esperar que grande parte dos recursos gerados em Anápolis venham justamente desse setor.

Mas a verdade é que a área não é a maior produtora de renda no município. Em vez disso, essa posição fica para o setor de serviços, especialmente entre administração, defesa, educação e saúde públicas, e seguridade social.

Nesta área, a movimentação anual é de R$ 9,6 bilhões. Enquanto isso, a indústria responde por R$ 4.9 bilhões. Por fim, a agropecuária aparece em menor quantidade, com R$ 161 milhões.

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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