Mabel decreta calamidade na saúde de Goiânia reconhecendo problemas gritantes, como mostrou Portal 6
Reportagens já haviam denunciado abandono de médicos uma hora antes do fim do plantão e falta de equipamentos básicos

Após reportagens do Portal 6 apontarem falhas na saúde pública de Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (UB) decidiu decretar a manutenção por mais 180 dias do estado de calamidade pública na Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A decisão, formalizada através do Decreto nº 2.860/2025, foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (10) e entra em vigor a partir do dia 1° de janeiro de 2026.
Entre os motivos levantados para a prolongação do estado de calamidade, destacam-se as dificuldades financeiras e operacionais persistentes que, segundo a Prefeitura, vem empecilhando a execução das ações e serviços de saúde.
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O documento também menciona diversas dívidas herdadas ante ao SUS, que beiram os R$ 200 milhões, sendo que metade já foi renegociada e está em fase inicial de pagamento.
“As obrigações financeiras pendentes de regularização e pagamento comprometem diretamente as disponibilidades financeiras do Fundo de Saúde”, afirmou a gestão municipal, em comunicado.
O estado de calamidade foi declarado no dia 20 de janeiro e já havia sido prorrogado no dia 03 de julho, por mais 180 dias.
Falhas contumazes
Nesta quarta-feira (10), o Portal 6 publicou uma matéria denunciando o “sumiço” da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Itaipu.
A reportagem apurou que os atendimentos eram paralisados após os profissionais deixarem a unidade uma hora antes da troca de plantão, deixando os pacientes sem assistência durante esse período.
Naquele momento, a SMS afirmou que iria apurar a situação e que o controle da presença era feito através do sistema de ponto.
A nova denúncia surgiu dias após o Portal 6 relatar, no último sábado (06) que o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital estaria sendo prejudicado em decorrência da falta de equipes e de equipamentos básicos.
Neste último caso, a pasta afirmou que não houve interrupção dos serviços e tudo seguia na normalidade.
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