Governo Trump retira Moraes e esposa da lista de indivíduos sancionados com base na Lei Magnitsky

Ministro do STF foi punido em julho, sob acusações de "graves abusos de direitos humanos"

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

RICARDO DELLA COLETTA E JÚLIA CHAIB

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo Donald Trump retirou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), da lista de indivíduos sancionados com base na Lei Magnitsky.

Moraes havia sido punido pela administração Trump em 30 de julho. À época, o secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, disse que havia “graves abusos de direitos humanos” por parte do ministro do STF.

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O governo americano também tirou da lista de sancionados a esposa de Moraes, Viviane Barci, e a empresa Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, que pertence à família do magistrado.

A Lei Magnitsky trata de graves violações aos direitos humanos, incluindo ditadores, e a decisão de usá-la para uma autoridade brasileira tinha sido inédita. Os EUA aplicaram a mesma sanção a integrantes de cortes superiores da Venezuela.

Por meio dessa decisão, o governo Trump determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que o indivíduo sancionado tenha nos EUA e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com uma pessoa sancionada. Isso inclui as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo.

Como mostrou a Folha, Moraes chegou a ter um cartão de bandeira americana bloqueado por ao menos um banco no Brasil.

Em troca, a instituição ofereceu a Moraes um cartão da bandeira brasileira Elo, para ele fazer pagamentos no país sem as restrições impostas pela gestão Trump.

A retirada de Moraes e a esposa da lista de sancionados ocorre após aproximação do governo Trump com o governo Lula. O petista conversou com o republicano sobre o tema em 2 de dezembro.

Folhapress

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