Carro da Fiat vira novo alvo de ladrões por causa de peça cara embaixo do capô
Embora o modelo não seja novo e nem raro nas ruas, o problema envolve o alto custo de reposição do componente e a facilidade com que ele pode ser removido

O carro da Fiat que por muitos anos foi visto como uma opção familiar e discreta agora chama atenção por um motivo preocupante.
O carro passou a entrar no radar de criminosos após uma sequência de furtos registrados nos últimos meses, todos com o mesmo foco: uma peça eletrônica valiosa localizada sob o capô.
Embora o modelo não seja novo e nem raro nas ruas, o problema envolve o alto custo de reposição do componente e a facilidade com que ele pode ser removido.
Como resultado, donos do veículo e oficinas especializadas já sentem os impactos.
Qual é o carro que virou alvo dos furtos
O carro em questão é o Fiat Idea, monovolume produzido no Brasil entre 2005 e 2016. Mesmo fora de linha há quase uma década, o modelo ainda soma mais de 250 mil unidades em circulação.
Justamente por isso, o veículo se tornou um alvo frequente. O motivo não está no valor do carro em si, mas sim em uma peça específica que se valorizou com o tempo.
A peça que atrai os criminosos
O principal alvo dos furtos é o módulo de injeção eletrônica, conhecido como ECU.
Essa central funciona como o cérebro do carro, sendo responsável por gerenciar a injeção de combustível e o funcionamento de diversos sensores do motor.
Com a descontinuação do modelo, a ECU original se tornou escassa no mercado.
Como consequência, o preço subiu consideravelmente, tornando o componente atrativo para o mercado ilegal de peças.
Por que o roubo é relativamente fácil
Além do valor elevado, outro fator contribui para o aumento dos furtos.
O módulo fica em uma posição de fácil acesso sob o capô e possui fixações projetadas para facilitar a montagem e a manutenção.
Na prática, isso permite que o criminoso remova a peça em poucos minutos.
Mesmo com sistemas de segurança de fábrica, a retirada da ECU impede o funcionamento normal do carro e gera prejuízos imediatos ao proprietário.
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Prejuízo para donos e oficinas
Segundo relatos de oficinas especializadas, muitos clientes já precisaram gastar entre R$ 2.200 e R$ 3 mil para substituir o módulo roubado.
Em alguns casos, o valor pode ser ainda maior, dependendo da disponibilidade da peça.
Além disso, há um agravante. Ao adulterar a central eletrônica, criminosos conseguem remover códigos de segurança, o que facilita o furto de outros veículos do mesmo modelo.
Assim, um único roubo pode alimentar uma cadeia maior de crimes.
Medidas para reduzir o risco
Diante do aumento dos casos, oficinas já buscam alternativas para proteger o carro.
Uma das soluções mais adotadas é a instalação de uma trava específica para a ECU, com custo médio em torno de R$ 400.
Embora não elimine totalmente o risco, essa proteção dificulta o acesso rápido à peça e pode afastar tentativas oportunistas.
Para quem possui o modelo, a recomendação é redobrar a atenção, principalmente ao estacionar em locais pouco movimentados.
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