Governo oferece benefícios para quem mora sozinho em 2026; confira quais
Moradores solos também são reconhecidos como família pelo governo e podem acessar auxílios desde que cumpram critérios

Morar sozinho não significa ficar fora da rede de proteção social. Em 2026, o Governo Federal mantém uma série de benefícios voltados também às chamadas famílias unipessoais, ou seja, pessoas que vivem sozinhas e atendem aos critérios de renda e cadastro exigidos pelos programas sociais. A ideia de que auxílios são exclusivos para famílias grandes já não condiz com a realidade das políticas públicas atuais.
Programas como Bolsa Família, Auxílio Gás, Tarifa Social de Energia Elétrica e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) seguem acessíveis a quem mora sozinho, desde que o cidadão esteja com os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) e se enquadre nos limites de renda definidos.
O Bolsa Família, por exemplo, contempla moradores solos que tenham renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Para quem vive sozinho, isso significa que a renda considerada é exclusivamente a individual.
O valor recebido não é fixo e resulta da soma de diferentes componentes do programa, como o Benefício de Renda de Cidadania, o Benefício Complementar — que garante o piso mínimo de R$ 600 — e outros adicionais previstos em situações específicas.
O Ministério do Desenvolvimento Social reforça que não existe um valor exclusivo para quem mora sozinho: o cálculo segue a mesma lógica aplicada a todos os beneficiários.
Outro auxílio importante é o Auxílio Gás, pago a cada dois meses. Ele corresponde a cerca de 50% do valor médio nacional do botijão de 13 quilos, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Para ter direito, o morador solo precisa estar inscrito no CadÚnico, manter os dados atualizados nos últimos 24 meses e ter renda mensal per capita de até meio salário mínimo. Quem já recebe o Bolsa Família costuma ter prioridade na concessão.
Na conta de luz, a Tarifa Social de Energia Elétrica pode representar um alívio significativo. O benefício concede descontos progressivos que podem chegar a 65% do valor da fatura, dependendo do consumo.
Podem acessar o desconto moradores sozinhos inscritos no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa, idosos a partir de 65 anos ou pessoas com deficiência que recebam o BPC, além de casos específicos previstos em lei. Em geral, o desconto é aplicado automaticamente quando os dados estão corretamente integrados.
Quem mora sozinho também pode se beneficiar de isenções de taxas em concursos públicos e vestibulares, desde que se enquadre nos critérios previstos nos editais.
Entre as condições mais comuns estão o registro no CadÚnico como pessoa de baixa renda, atuação como mesário, doação de sangue ou medula óssea e comprovação de estudo em escola pública.
Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade, inclusive aquelas que vivem sozinhas.
Para isso, a renda mensal deve ser igual ou inferior a um quarto do salário mínimo, além da inscrição atualizada no CadÚnico. O benefício é assistencial e não exige contribuição ao INSS, sendo solicitado pelo aplicativo Meu INSS ou diretamente nas agências.
Em todos esses casos, a regra central é clara: a renda analisada é a individual, já que o morador solo é considerado uma família de uma pessoa. Trabalhadores com carteira assinada ou MEI também podem ter acesso aos benefícios, desde que respeitem os limites estabelecidos.
O ponto de partida para qualquer um desses auxílios é o Cadastro Único, mas é importante lembrar que estar inscrito não garante inclusão automática. O governo cruza informações, verifica critérios e libera os benefícios conforme a disponibilidade orçamentária.
Ainda assim, para quem mora sozinho e se enquadra nas regras, 2026 segue oferecendo caminhos para reduzir despesas e garantir mais segurança financeira.
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