Polícia dá novo passo em investigação sobre desaparecimento de mulher em Caldas Novas

Profissional foi vista pela última vez no dia 17 de novembro de 2025, em imagens de câmeras de segurança do condomínio onde morava

Gabriella Pinheiro Gabriella Pinheiro -
Polícia dá novo passo em investigação sobre desaparecimento de mulher em Caldas Novas
Corretora de imóveis. (Foto: Reprodução)

As investigações sobre o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, avançaram nesta semana.

De acordo com a Polícia Civil (PC), itens pessoais da profissional foram recolhidos em Caldas Novas e serão encaminhados para Goiânia, onde passarão por análise.

Segundo a irmã de Daiane, Fernanda Alves Souza, os policiais também coletaram amostras de DNA, que serão inseridas em bancos de dados para auxiliar nas investigações.

Ainda na última segunda-feira (20), agentes da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) estiveram no apartamento da corretora para a realização de diligências.

Procurada, a PC informou que não divulgará detalhes sobre o caso neste momento, a fim de não comprometer o andamento das investigações.

Em tempo

Daiane Alves Souza foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025, em imagens de câmeras de segurança do condomínio onde morava, em Caldas Novas.

As gravações mostram a corretora descendo para o subsolo do prédio, onde teria ido verificar uma interrupção no fornecimento de energia elétrica. Desde então, não há registros do retorno dela ao apartamento nem da saída pela garagem.

Antes do desaparecimento, Daiane já havia registrado denúncias contra a administração do condomínio. Em agosto do ano passado, ela formalizou um boletim de ocorrência relatando perseguição e agressão física supostamente cometidas pelo síndico.

Conforme o relato apresentado à polícia, os conflitos teriam começado em janeiro de 2025, quando, segundo a corretora, o síndico passou a criar dificuldades para a permanência e atuação profissional no local.

Daiane afirmou ser proprietária, juntamente com familiares, de seis apartamentos no condomínio e relatou restrições que afetavam a rotina dela, como impedimento de acesso a áreas comuns, dificuldades para receber encomendas e a negativa em fornecer a chave do apartamento de sua mãe.

Ainda de acordo com o depoimento, a situação se agravou a ponto de ela recorrer à Justiça para garantir, por meio de liminar, o direito de utilização das áreas coletivas do prédio.

A corretora também relatou falhas recorrentes no fornecimento de água nos imóveis da família e afirmou que o acesso aos registros de abastecimento era exclusivo do síndico.

Entre os episódios mais graves narrados por Daiane está uma discussão motivada pela falta de água. Segundo ela, ao buscar esclarecimentos sobre o problema, teria sido agredida fisicamente, com um soco e uma cotovelada no rosto.

A corretora afirmou que não reagiu e que sua intenção era apenas garantir tranquilidade e segurança no local onde sua mãe residia.

Qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane Alves Souza pode ser repassada de forma anônima à Delegacia de Polícia de Caldas Novas ou pelo telefone 197.

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Gabriella Pinheiro

Gabriella Pinheiro

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, está sempre atenta aos temas que impactam o dia a dia da população. Começou como estagiária no Portal 6 e, com dedicação e olhar apurado, chegou à editoria. Tem interesse especial na prestação de serviços, mas não dispensa uma boa reportagem ou uma história bem contada.

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