Entenda por que bocejar não é apenas sinal de cansaço e por que é necessário ficar em alerta, segundo especialistas

Embora comum no dia a dia, o bocejo pode estar ligado a mecanismos do cérebro e, em alguns casos, indicar que algo não vai bem no organismo

Layne Brito Layne Brito -
Entenda por que bocejar não é apenas sinal de cansaço e por que é necessário ficar em alerta, segundo especialistas
(Imagem: Ilustração/IA)

Bocejar é um comportamento tão comum que, muitas vezes, passa despercebido.

Associado quase sempre ao sono ou ao tédio, o ato de abrir a boca involuntariamente também pode ter explicações mais complexas e, segundo especialistas, merece atenção quando ocorre de forma excessiva ou fora de contexto.

De acordo com estudos na área da neurociência, o bocejo está relacionado à regulação da temperatura do cérebro.

Ao inspirar profundamente e expelir o ar, o organismo ajuda a resfriar o cérebro, melhorando o estado de alerta e o funcionamento cognitivo. Por isso, ele pode surgir em momentos de estresse, ansiedade ou necessidade de maior concentração, e não apenas quando há sono.

Outro ponto destacado por pesquisadores é o chamado bocejo contagioso, que ocorre quando uma pessoa boceja ao ver outra fazendo o mesmo.

Esse fenômeno está ligado à empatia e à capacidade de conexão social, sendo mais frequente entre pessoas próximas ou emocionalmente conectadas.

No entanto, quando o bocejo acontece de forma frequente, intensa ou acompanhada de outros sintomas, pode ser um sinal de alerta.

Especialistas explicam que o bocejo excessivo pode estar associado a problemas como distúrbios do sono, uso de determinados medicamentos, ansiedade, depressão e até alterações neurológicas ou cardiovasculares.

Em situações mais raras, o bocejo constante pode indicar queda de oxigenação, problemas no sistema nervoso central ou alterações no fluxo sanguíneo cerebral.

Por isso, se o sintoma surgir de forma repentina ou persistente, especialmente acompanhado de tontura, falta de ar, confusão mental ou dores no peito, a orientação é procurar atendimento médico.

Apesar disso, na maioria dos casos, bocejar é apenas uma resposta natural do corpo para manter o equilíbrio e a atenção.

Manter uma rotina de sono adequada, hidratação e pausas durante atividades prolongadas ajuda a reduzir a frequência do bocejo e melhora o bem-estar geral.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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