Receita Federal esclarece se professores vão pagar mais imposto com novo piso de R$ 5 mil
Órgão desmentiu boatos nas redes e afirmou que a atualização do piso não aumenta automaticamente, podendo até reduzir o desconto mensal.
A Receita Federal se pronunciou para negar que professores passarão a pagar mais Imposto de Renda por causa do novo piso salarial acima de R$ 5 mil.
A explicação foi divulgada após conteúdos circularem nas redes sociais apontando um suposto prejuízo para profissionais do magistério com o reajuste.
Segundo o órgão, o aumento do piso não significa, por si só, uma cobrança maior de imposto.
A Receita informou que as mudanças recentes nas regras de tributação tornam o sistema mais progressivo e, na prática, reduzem o valor descontado na folha para quem recebe salários próximos dessa faixa.
O esclarecimento veio depois da assinatura, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de uma medida provisória que atualiza o cálculo do piso salarial dos professores.
Conforme o texto, o reajuste é de 5,4% e eleva o valor de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.
De acordo com a Receita Federal, as mensagens que falavam em aumento de imposto ignoram as alterações na tabela e na política de isenção do Imposto de Renda adotadas no último ano.
O órgão destaca que as novas regras ampliam a proteção para rendas intermediárias, justamente onde o piso da categoria se encaixa.
Na prática, a Receita afirma que a combinação entre o reajuste salarial e o novo modelo de tributação pode resultar em ganho real no salário líquido.
Ou seja, mesmo com o valor bruto maior, o desconto de imposto não cresce na mesma proporção e pode cair.
Para exemplificar, o Fisco apresentou uma simulação usando o desconto simplificado. Em 2025, um professor que recebia o piso de R$ 4.867,77 tinha retenção mensal de cerca de R$ 283,14 no Imposto de Renda.
Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, o valor retido pode cair para aproximadamente R$ 46,78 por mês, segundo dados divulgados com base em informações da Agência Brasil.
A Receita Federal reforçou que o objetivo das mudanças é reduzir distorções e aliviar a cobrança para contribuintes que estavam próximos da faixa de isenção, garantindo um impacto mais favorável no contracheque.
O órgão também orienta que professores consultem canais oficiais para evitar desinformação sobre descontos e regras tributárias.
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