Biometria obrigatória no INSS: veja quem precisa fazer e quem pode ter o benefício suspenso em fevereiro de 2026
Exigência vale para novos pedidos e será gradual para quem já recebe; veja prazos e exceções

A biometria passou a ser exigida pelo INSS como parte de um plano para reforçar a segurança dos pagamentos. A regra, em vigor desde novembro de 2025, muda a forma de solicitar benefícios e levanta dúvidas sobre possíveis suspensões em 2026.
A boa notícia é que quem já recebe aposentadoria ou pensão não terá bloqueio automático em fevereiro. O processo é escalonado e depende de comunicação prévia do próprio instituto.
Quem precisa fazer biometria agora
Desde 21 de novembro de 2025, todo novo pedido de benefício exige biometria válida. São aceitas digitais já registradas na CIN, na CNH ou no Título de Eleitor, sem necessidade de novo cadastro imediato.
Se o requerente não tiver biometria em nenhum desses documentos, a exigência muda de fase em 1º de maio de 2026. A partir dessa data, será obrigatório emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para concluir o pedido.
O objetivo do Decreto nº 12.561 é reduzir fraudes e garantir que o benefício chegue ao titular correto. A biometria passa a ser a principal forma de autenticação no sistema.
Benefícios ativos correm risco de suspensão?
Para quem já recebe, a implementação será gradual e não há corte automático em fevereiro de 2026. O INSS informou que fará avisos individuais quando houver necessidade de atualização cadastral.
Essas comunicações servirão para orientar sobre a emissão da CIN, caso ainda não exista biometria vinculada. O prazo será dado antes de qualquer medida que afete o pagamento.
Portanto, não é preciso ir às agências sem convocação. A recomendação é manter dados atualizados no Meu INSS e acompanhar notificações oficiais.
Quem está dispensado e prazos futuros
Alguns grupos estão dispensados da biometria enquanto não houver alternativa de coleta. Entram na lista idosos com mais de 80 anos, pessoas com dificuldade de locomoção e moradores de áreas remotas atendidas por programas específicos.
Também estão incluídos migrantes, refugiados e brasileiros residentes no exterior. Além disso, há dispensa temporária até 30 de abril de 2026 para Salário-Maternidade, Auxílio-Doença e Pensão por Morte.
O cronograma final prevê que, a partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será o único documento aceito para identificação e manutenção de benefícios. A orientação é se antecipar para evitar transtornos.
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