Criado no Brasil, soro contra veneno de cobra vira referência global e salva milhões de vidas em todo o mundo
Pesquisadores brasileiros desenvolveram antídotos que mudaram o tratamento de acidentes com serpentes e hoje são usados em dezenas de países

O soro contra veneno de cobra criado no Brasil se tornou uma das maiores contribuições do país para a saúde mundial. Desde o início do século 20, pesquisadores brasileiros lideram estudos que mudaram o tratamento de acidentes com serpentes.
Como resultado, milhões de vidas foram salvas ao longo das últimas décadas.
Além disso, o Brasil se consolidou como um dos principais produtores globais de soros antiofídicos. O trabalho ganhou reconhecimento internacional e passou a atender também outros países.
A descoberta que mudou o combate às picadas de cobra
No começo do século passado, o médico e cientista Vital Brazil revolucionou o tratamento contra o veneno de cobra.
Ele comprovou que cada tipo de veneno exigia um soro específico. Antes disso, os tratamentos falhavam com frequência.
Por isso, Vital Brazil desenvolveu soros direcionados a diferentes espécies de serpentes. Essa descoberta aumentou de forma significativa as chances de sobrevivência das vítimas.
Em seguida, ele doou a patente ao poder público, o que permitiu a produção em larga escala e o acesso gratuito ao tratamento.
Instituto Butantan virou referência mundial
Com o avanço das pesquisas, o Instituto Butantan, em São Paulo, assumiu papel central na produção do soro antiofídico.
Atualmente, o instituto produz antídotos contra os principais venenos de cobras encontradas no Brasil.
Além disso, o Butantan mantém uma das maiores estruturas do mundo para extração de veneno e fabricação de soros.
Dessa forma, o país garante o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e evita mortes, principalmente em áreas rurais e regiões afastadas.
Como o soro é produzido no Brasil
O processo de produção começa com a extração controlada do veneno das serpentes. Depois disso, os pesquisadores aplicam doses seguras desse veneno em cavalos. Assim, os animais produzem anticorpos capazes de neutralizar a toxina.
Em seguida, os laboratórios purificam esses anticorpos e transformam o material no soro usado em humanos. Por isso, o tratamento age de forma rápida e eficaz quando aplicado logo após a picada.
Tecnologia brasileira chega a outros países
Com o tempo, a qualidade dos soros brasileiros ultrapassou fronteiras. Atualmente, o Brasil exporta antídotos para dezenas de países da América Latina, Europa e América do Norte.
Dessa maneira, a tecnologia desenvolvida aqui ajuda a salvar vidas em regiões onde acidentes com cobras representam grave problema de saúde pública.
Além disso, organismos internacionais reconhecem o modelo brasileiro como referência para outros países em desenvolvimento.
Pesquisas seguem avançando
Pesquisadores brasileiros continuam investindo em melhorias. Estudos recentes indicam novos soros ainda mais eficazes, com menor risco de efeitos colaterais.
Assim, o tratamento tende a ficar mais seguro e acessível nos próximos anos.
Enquanto isso, o Brasil mantém posição de destaque no enfrentamento de um problema que ainda causa milhares de mortes por ano no mundo.
Importância global da produção brasileira
As picadas de cobra causam mais de 100 mil mortes todos os anos em todo o planeta. Nesse cenário, o soro brasileiro tem papel essencial. Ao unir ciência, produção pública e acesso gratuito, o país contribui diretamente para a redução desses números.
Por isso, o soro contra veneno de cobra criado no Brasil se tornou símbolo de inovação científica e compromisso com a vida.
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