Segundo estudos, núcleo da Terra para de girar, inverte a rotação e efeitos intrigam cientistas

Pesquisadores identificaram sinais sutis que levantaram novas perguntas científicas profundas

Magno Oliver Magno Oliver -
Segundo estudos, núcleo da Terra para de girar, inverte a rotação e efeitos intrigam cientistas
(Foto: Captura de tela / Youtube / Canal Geologando)

Pesquisadores vêm acompanhando com atenção mudanças sutis, porém relevantes, no comportamento do núcleo interno da Terra.

Estudos recentes indicaram que essa estrutura sólida pode ter desacelerado sua rotação, atingido uma pausa temporária e, possivelmente, iniciado um movimento inverso.

Embora o fenômeno não represente risco imediato, ele desperta interesse científico por envolver processos fundamentais que mantêm o equilíbrio do planeta.

A principal evidência vem de um estudo conduzido por sismologistas da Universidade de Pequim, na China, publicado na revista científica Nature Geoscience.

Os pesquisadores analisaram dados sísmicos de terremotos ocorridos entre 1990 e 2021, observando variações no tempo que as ondas sísmicas levam para atravessar o núcleo interno.

Essas pequenas diferenças permitiram inferir mudanças na velocidade relativa de rotação do núcleo em relação à superfície terrestre.

Os resultados indicam que, até aproximadamente 2009, o núcleo interno girava ligeiramente mais rápido que o restante do planeta. Após esse período, a rotação teria começado a desacelerar, podendo ter alcançado uma fase de quase estagnação.

Estudos anteriores já haviam identificado comportamento semelhante na década de 1970, sugerindo um ciclo natural de cerca de 60 a 70 anos para essas oscilações, incluindo possíveis inversões de movimento.

O núcleo interno da Terra é composto majoritariamente por ferro e níquel em estado sólido, envolto por um núcleo externo líquido. Sua rotação é influenciada pela interação com o campo magnético terrestre e pelas forças gravitacionais exercidas pelo manto.

Pequenas alterações nesse equilíbrio podem gerar oscilações ao longo de décadas, sem causar impactos abruptos na superfície.

Embora os efeitos diretos sejam sutis, os cientistas apontam possíveis consequências indiretas. Análises técnicas da NASA, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e universidades europeias indicaram que essas variações podem estar associadas a mudanças mínimas na duração dos dias, na ordem de milissegundos, além de influenciar o comportamento do campo magnético.

Esse campo é essencial para proteger a Terra da radiação solar e garantir o funcionamento de sistemas de navegação e comunicação, tornando o fenômeno um tema central para a geofísica moderna.

Confira mais detalhes:

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.